Jovens da base são destaques do Botafogo no retorno do Carioca


Com as atenções voltadas para a segunda partida do astro japonês Keisuke Honda pelo Botafogo, os garotos da base alvinegra roubaram a cena na goleada, por 6 a 2, sobre a Cabofriense, no último domingo. Luis Henrique e Caio Alexandre, duas crias da casa tiveram ótimas atuações e terminaram a partida com um gol e uma assistência para gol cada.

Aos 18 anos, Luís Henrique foi promovido ao elenco principal na reta final do Brasileirão do ano passado, se tornou o novo xodó da torcida e conquistou o posto de titular na equipe em 2020. Logo aos três minutos de jogo, foi dele ótima jogada individual pela esquerda, concluída com um chute cruzado completado por Pedro Raúl para o fundo da rede.

Na segunda etapa, o camisa 7 continuou sendo um dos mais participativos da equipe. A bela atuação foi premiada com o quinto gol alvinegro, em que fez fila na defesa adversária e concluiu com categoria para anotar o segundo na temporada. Um recomeço animador para um jovem que já começa a chamar a atenção de clubes europeus. O contrato com o Alvinegro prevê multa rescisória de 30 milhões de euros (R$ 188 milhões, na cotação atual). O clube tem 40% dos direitos do atacante.




Manhã para recordar

Caio Alexandre entrou na partida aos 18 do no segundo tempo, no lugar de Alex Santana e teve uma manhã para ser recordada no Nilton Santos. Em apenas pouco mais de 30 minutos em campo teve tempo de fazer um lançamento na medida para Bruno Nazário fazer o quarto gol da goleada.

Antes do apito final, pode viver o momento com que todo garoto sonha ao iniciar no futebol: o primeiro gol como profissional. Com um chute de fora da área, o meia fez o gol que vai ficar marcado para sempre na trajetória que se inicia com a camisa alvinegra.

A boa atuação dos meninos não passou despercebida pela comissão técnica. Após a partida, o auxiliar Renê Weber, que substituiu Autuori na beira do gramado, fez elogios ao desempenho da dupla.

– Uma das coisas que o Botafogo tem é ser um clube formador de talentos, historicamente. Temos que usar os jogadores da base. No elenco temos Marcelo e Kanu, na defesa. Caio Alexandre e Luís Henrique são talentosíssimos. Luis Henrique então nem se fala, à medida que amadurecer vai atingir ainda mais um alto nível. Naturalmente, eles também têm um pouco mais de disposição física. Pensamos nisso ao escalar a equipe e funcionou bem – disse Weber, à Botafogo TV.

Em dificuldades financeiras, o Botafogo tem recorrido à base nos últimos anos. No Brasileirão de 2019 terminou como a equipe que mais deu oportunidades à jovens formados nas categorias inferiores, com a utilização de 15 atletas, entre eles, Luís Henrique. Pelo demonstrado no Nilton Santos, no último domingo, a tendência é que isso se repita em 2020.









Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Leia também