Jovem de Magé faz vaquinha para retornar à universidade, no Catar

Há cerca de um ano, o sonho da jovem do Suruí, em Magé, Vitória Ferreira, de 19 anos, se tornava realidade: depois de um ano inteiro dedicado a estudar e se inscrever em processos seletivos e programas de bolsa, a mageense conseguiu uma vaga para estudar comunicação na universidade norte-americana Northwestern University, no Catar. E para chegar lá, ela contou com ajuda de uma vaquinha para conseguir bancar despesas como taxa de dormitório, matrícula e passagens. Dessa vez, Vitória recorre novamente à vaquinha online para tentar retornar à faculdade.

— As universidades americanas tem quatro férias por ano e a maior é a de verão, que são três meses. Minha bolsa não cobre o dormitório. Se eu ficasse no Catar, eu teria que cobrir o dormitório. Então eu vim para o Brasil e agora eu preciso voltar — conta a jovem, que para economizar com os custos do dormitório, retornou ao Brasil.

Ela tem duas bolsas, mas que não cobrem integralmente os custos da graduação. O curso de comunicação tem duração de quatro anos, e Vitória tem bolsa para os quatro anos, mas que é renovada anualmente. As bolsas cobrem a mensalidade do curso e do dormitório (fora do período de férias).

Com o primeiro ano da graduação com uma grade unificada para os cursos de cinema e jornalismo, Vitória vai poder agora escolher qual das duas carreiras quer seguir e ela não tem dúvidas: vai fazer cinema.

— Eu escolhi cinema, porque eu gosto de colocar a mão na massa e de explorar a criatividade. Acho que cinema me permite isso, porque posso trabalhar com roteiro, edição, produção de um filme. É um campo muito grande para navegar. Eu sempre quis trabalhar em set de filmagem — conta a jovem, que tem como inspiração o cineasta Francis Ford Coppola, que dirigiu a trilogia “O poderoso chefão”.

Para ela, a experiência em uma universidade no exterior acrescentou trocas culturais que estudando no Brasil ela não teria:

— Acho que tem dois aspectos que foram diferentes por ter estado lá fora. O primeiro é a imersão cultural. Minha faculdade tem estudantes de mais de 50 nacionalidades. A todo momento tenho contato com pessoas de diferentes culturas e opiniões. É uma troca. E também acho que minha faculdade tem uma infraestrutura muito grande tanto para cinema quanto para jornalismo. Temos treinamento com vários tipos de câmeras profissionais. Isso te dá uma experiencia muito grande que se eu acho que estudasse aqui no Brasil eu não teria — avalia a estudante.

Mas a jovem agora corre contra o tempo para conseguir a meta de R$14 mil para a passagem de volta ao Catar na vaquinha virtual e não perder as bolsas de estudo.

— A minha urgência é porque eu tenho duas bolsas. Uma é da faculdade e outra da Qatar Foundation, e elas já estão garantidas para o meu segundo ano da faculdade. Se eu não conseguir voltar, posso perdê-las. E as passagens estão aumentando cada dia mais — explica.

O retorno das aulas está previsto para a última semana de julho. Ex-aluna do Colégio Estadual Coronel Sergio José do Amaral, em Magé, Vitória chegou a se inscrever para 14 universidades fora do país. Na escola, ela participava de trabalhos voluntários de combate ao bullying.

— Eu coordenada toda a parte de comunicação e coordenação de eventos do projeto, que era chamado “um por todos e todos contra o bullyng”. Entrava em contato com psicólogos para eles deram palestras na escola. Fizemos camisas e cartazes de conscientização e espalhamos — lembra.

Link da vaquinha: https://bit.ly/3PgOiim.

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