Jornal vende coluna por mais de R$ 3 milhões como NFT

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Ilustração de uma moeda com os dizeres 'Non Fungible Token'
NFT – centro de corrida milionária.
  • Jornal The New York Times vendeu coluna por R$ 3 milhões como NFT.

  • Experimento buscava testar limites do NFT.

  • Dinheiro será destinado a um fundo de caridade.

O jornal americano The New York Times vendeu, como parte de um “experimento”, uma de suas colunas jornalísticas como um NFT, os “tokens não fungíveis” que estão no centro de uma disparada especulativa milionária.

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O leilão não levou nem 24 horas, e a peça foi arrematada por nada menos que R$ 3 milhões.

A coluna de tecnologia do jornalista Kevin Roose, chamada “Compre essa coluna na Blockchain”, tinha como objetivo testar a repercussão da inclusão desse tipo de objeto – jornalístico, em vez de artístico – na blockchain.

Segundo Roose falou no Twitter, o dinheiro vai para um fundo de caridade do New York Times.

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O que são NFTs

Os NFTs, ou “tokens não fungíveis”, são uma espécie de “certificado de autenticidade” e de propriedade digital, que podem ser atribuídos a um determinado arquivo, seja ele um vídeo, uma imagem, ou clipe de música.

Esses certificados “existem” na blockchain, a mesma tecnologia que garante as autenticidades e controle dos bitcoins e outras criptomoedas.

Ou seja, esse sistema garante que um determinado arquivo seja único na rede, e não possa ser multiplicado indefinidamente, como geralmente ocorre em redes de troca de arquivo, por exemplo.

Isso confere um “status” a quem possui esse arquivo original, de forma semelhante ao que ocorre com obras de arte no mundo físico.

Artistas já aderiram

Quem possuir, por exemplo, um determinado arquivo de arte digital da cantora Grimes, esposa de Elon Musk, que tem usado a tecnologia dos NFTs, autenticado via tecnologia de NFT, será conhecido como único dono (ou um dos únicos, dependendo da quantidade de cópias autorizada pelo autor) daquele item na blockchain.

Complexo? Nem tanto. É só pensar como uma analogia para a lógica de propriedade, e de status, conferidas a quem negocia obras de arte no mundo físico. Por mais que possam existir cópias de pinturas de um determinado autor, o original sempre valerá (muito) mais.

Como garantir essa autenticidade no mundo digital? Usando tecnologia blockchain para fazer e controlar (em caso de transferência) o registro.

Até agora, Grimes já vendeu mais de R$ 34 milhões em artes digitais autenticadas com a tecnologia de NFT.

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