Jorge Jesus sobre Reinier: "não pode ser vendido por 30 milhões de euros"

Goal.com

A realidade financeira do futebol brasileiro ainda delimita um papel muito claro para o país em um âmbito global: o de exportador de jogadores jovens. Até o poderoso Flamengo, campeão brasileiro e da Libertadores, não foge deste rótulo.

A venda do talentoso meia Reinier para o Real Madrid exemplifica isso. Com apenas 17 anos, o jovem não completou nem um ano de profissional pelo Rubro-Negro e já está indo embroa. Veja bem: nem mesmo o Flamengo, com uma multidão de torcedores e R$ 900 milhões de receita, consegue segurar suas promessas.

E Jorge Jesus também compartilha dessa opinião. Em entrevista à CMTV, canal português, o treinador do Flamengo deu sua opinião sobre a venda de Reinier.

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"O Flamengo, pela marca mundial que tem, ainda não sabe... não é bem expor a sua marca, não sabe valorizar a sua marca. Um jogador como o Reinier não pode ser vendido por 30 milhões de euros", falou Jesus.

Reinier é um jogador que, com 17 anos, tende a ganhar cada vez mais espaço na seleção brasileira. Com seu potencial (se conseguir manter sua trajetória), deve chegar até o grupo comandado por Tite em um curto de espaço de tempo. Manter um jogador como esse no elenco poderia atrair mais olhares para o Flamengo e valorizar a marca do clube no exterior.

Reinier Flamengo Fortaleza Brasileirão 16 10 2019
Reinier Flamengo Fortaleza Brasileirão 16 10 2019

Porém, para isso, não basta só querer. Um trabalho precisa ser feito para convencer promessas como Reinier que permanecer jogando no Brasil é uma opção, sim. E é aí que treinadores como Jorge Jesus (que já estiveram no melhor dos dois mundos) podem atuar, criando estruturas para conseguir aprimorar jogadores em solo brasileiro.

Num mundo globalizado como hoje, é irreal tentar imaginar que os melhores jogadores brasileiros só jogarão no Brasil. Nem mesmo a Premier League, principal competição nacional do planeta, consegue manter todos os seus jovens (é só ver Jadon Sancho no Borussia Dortmund).

No entanto, com um pouco mais de cuidado e trabalho, tanto da CBF, quanto dos grandes clubes do Brasil, podemos pensar numa liga mais forte e recheada com mais jogadores de qualidade.

Em uma realidade alternativa, talvez Lucas Paquetá ainda poderia estar brilhando no Mengão, os dois pontas do São Paulo fossem David Neres e Lucas Moura, Fabinho comandasse o meio de campo do Fluminense e Neymar brilhasse no Santos. Quem sabe? Afinal, como um dia cantou a Mocidade, sonhar não custa nada.

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