Reserva, titular, JorDida: goleiro do CSA é destaque no Brasileirão

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(Foto: Divulgação CSA)
(Foto: Divulgação CSA)


Por Josué Seixas (@josue_seixas)

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Quando chegava na rua para jogar bola, o menino de Volta Redonda sonhava em ser atacante. Era dia de pelada e ele pensava em como seria bom balançar a rede, correr para o abraço, mas os amigos não pensavam assim. “Ó, você vai para o gol”, ele ia. No primeiro teste para se tornar jogador, Jordi não precisou responder em qual posição jogava, porque um primo se adiantou e disse: “Ele é goleiro”. Dali em diante, nunca mais voltaria a jogar na linha.

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Pelo CSA, o goleiro já é um dos destaques da campanha do Brasileirão. As defesas difíceis ganham as manchetes, com escalações no Cartola e até um apelido voltou à tona: JorDida. Coincidência ou não, o ex-goleiro do Milan começou a carreira em Alagoas. Jordi, por outro lado, conquistou uma sequência de jogos ao chegar aqui. “Acertei em vir para o CSA”, diz.

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Antes, Jordi só tinha atuado em Alagoas uma vez, contra o CRB, quando era goleiro do Vasco. Conhecia pouco dos clubes, da cidade, das praias. Foi a cidade de Maragogi que ganhou as atenções do goleiro, ‘lugar lindo e incrível’, como ele mesmo descreve.

“Eu escolhi o CSA porque confiava em mim. Acreditava no meu trabalho e sempre defendi que precisava de uma sequência de jogos para mostrar meu potencial. Colocar meu nome na discussão entre os melhores goleiros do Brasileirão ou do primeiro turno é algo que me enche de orgulho. É a certeza que estou no caminho”, avaliou Jordi.

Se era bem aproveitado no Vasco ou não, ele não se importa. É coisa que ficou para trás, que não deixa mágoas. Jordi e o clube carioca têm vínculo garantido até o fim de 2021; o empréstimo no Azulão dura até dezembro, quando acaba a Série A. Sobre o futuro, ele não especula.

“Minha relação com o Vasco é boa! Sou grato ao clube por tudo, inclusive, tenho contrato de mais um ano e meio com o Vasco e tenho amigos por lá. Se não fui bem aproveitado ou não tive oportunidades, faz parte do jogo. Não quero levar isso comigo. Já passou e estou feliz no CSA! Em relação ao meu futuro, não fiquei sabendo de nada por enquanto, e também entendo que não é o momento. Estamos nos encaminhando para reta final da temporada e acredito que esse assunto só acontecerá com o CSA ou qualquer outro clube em dezembro”.

Como está o Azulão?

Na matemática, o CSA está na disputa para a permanência na Série A. O próprio técnico do time, Argel Fucks, já fez os cálculos: “Agora faltam sete vitórias e dois empates”. Nesta quarta-feira, 9, o Azulão enfrenta o Internacional dentro de casa e há uma chance de sair da zona do rebaixamento, dependendo do resultado da partida entre Ceará e Grêmio.

“Talvez, já poderíamos estar até fora da zona de rebaixamento. Vacilamos contra Botafogo, Corinthians, São Paulo, por exemplo, no fim das partidas. Em casa, precisamos ser fortes. Vamos enfrentar uma equipe bastante qualificada, que é o Internacional, e que nos venceu no primeiro turno. O segredo é manter o nosso padrão de jogo. Atuando com inteligência. Fizemos jogos inteligentes dentro de casa contra Goiás, Avaí, Santos, Palmeiras... e saímos pontuando. É preciso ter paciência e disciplina contra essas grandes equipes”.

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