Johnny Walker reclama de fãs ‘hipócritas’ após derrota no UFC 244

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Johnny Walker foi nocauteado por Corey Anderson (Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)
Johnny Walker foi nocauteado por Corey Anderson (Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)

Uma rápida visita à seção de comentários nas redes sociais pode dar a impressão que Johnny Walker foi responsável por uma nova guerra mundial. Na realidade, tudo que o lutador meio-pesado fez foi sofrer sua primeira derrota no UFC.

Após um início avassalador na companhia, precisando de menos de três minutos para nocautear três adversários, Walker parou diante do duríssimo norte-americano Corey Anderson no UFC 244, realizado sábado em Nova York.

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Não foi a primeira derrota de Walker no MMA, mas foi a mais de todas. Walker não tinha um porcento da fama que ostenta hoje quando foi nocauteado em eventos nacionais no passado, e é por isso que sofreu nas mãos dos imediatistas de redes sociais.

Se estrelas consagradas como Anderson Silva e José Aldo foram achincalhados na internet após derrotas, por que com Walker seria diferente? Antes da luta, Walker era aplaudido pelo estilo irreverente e destemido. Na derrota, o que era elogiado como “show” vira “excesso de brincadeira” na crítica.

Sequer houve “brincadeira” contra Anderson, e sim um claro erro de estratégia e planejamento, e as críticas nesse sentido são mais que justas. E Walker, nocauteado no primeiro round, entende isso.

O lutador conversou com o blog após o UFC 244 e, embora ainda esteja incomodado com o revés sofrido, ele sabe da importante lição que aprendeu: confiar mais em seu jogo em vez de se preocupar demais com o que virá do outro lado.

Outra coisa que Walker aprendeu está relacionada aos fãs de MMA, especialmente o que despejaram ódio em suas redes sociais.

“Aqui nos Estados Unidos tinha uma multidão querendo tirar foto comigo depois da luta. Todo mundo me aplaudiu, mesmo depois da derrota. Todo mundo queria que eu ganhasse. Isso me faz pensar em, se for abraçar uma bandeira, levar a dos Estados Unidos, levar de outro país, porque a galera aqui me apoia de verdade. Estão juntos comigo mesmo na derrota”, disparou Walker.

Quando Walker assinou com o UFC, ele morava e treinava em Londres, e cogitou entrar no octógono carregando a bandeira inglesa no uniforme do UFC. Na sequência, após treinar na Tailândia, tentou colocar a bandeira tailandesa no ombro, mas não aconteceu.

“(No Brasil) a galera fica reclamando que não sou patriota, que não levo a bandeira do Brasil. Bando de hipócrita, velho! Não apoiam a própria nacionalidade quando perco, então por que vou representar esses caras? Eu vou representar quem é fã de verdade. Mesmo perdendo a galera (me Nova York) me aplaudiu, falou que vou voltar mais forte. Isso me deixa muito feliz”, disse Walker.

“Mesmo com a derrota eles acreditam, por isso estou sempre representando outra bandeira, nunca a do Brasil, por que o Brasil só tem hipócrita, Ninguém torce direito. O cara sofre uma derrota e a galera começa a criticar. Nada a ver. Só perde quem bota a cara. Vencer e perder é consequência”, completou.

Walker volta ao Brasil essa semana e já embarca para São Paulo como um dos atletas convidados do UFC na capital paulista, que acontece dia 16 de novembro no Ginásio do Ibirapuera.

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