Jogos Sul-Americanos: Lucas Verthein conquista o bronze para o Brasil no Remo

Lucas Verthein com a medalha de bronze (Wander Roberto/COB)


Lucas Verthein, único remador brasileiro nos Jogos de Tóquio, onde deixou seu nome marcado ao conquistar o melhor resultado do país no esporte em toda história olímpica, ganhou, nesta quarta-feira, a medalha de bronze nos Jogos Sul-Americanos, em Assunção, no Paraguai, também na prova do Single Skiff.

+ Mais um comentarista deixa a ESPN: veja as movimentações da imprensa esportiva

Nas eliminatórias de domingo, ele tinha feito o melhor tempo e, assim, avançou direto para a final de hoje, mas acabou superado pelo uruguaio Bruno Cetraro, que ficou com o ouro, e pelo paraguaio Javier Andres Torres, prata.

As condições climáticas nas raias do Club Mbiguá, na Bahia de Assunção, foram as piores dos quatro dias de competição do Remo. Os fortes ventos levantaram muitas marolas, que atrapalharam o melhor desempenho físico e psicológico dos competidores. Lucas, que é atleta do Botafogo desde que iniciou no esporte, em 2013, terminou em terceiro com o tempo de 7’04”14. O campeão fez 6’56”85 e o segundo, 7’00”33. Ele relatou como foi a prova e detalhou a experiência em mais um Sul-Americano.

– Era muito vento e muita marola. Quando terminava uma remada para começar a dar a outra, a pá, ao invés de sair limpa e fácil, ficava batendo nas marolas e dificultava, o barco balançava muito. Tecnicamente, poderia ter remado muito melhor. Não remei como na eliminatória, que estava com uma condição boa, mas o Remo é isso, um esporte ao ar livre, dependemos muito da condição climática e, hoje, foi o pior dos quatro dias de competição. Dei um certo azar, mas voltei há dois meses, tive pouco tempo de treinamento, contra adversários muito bem preparados – disse.

Ele lembra que o uruguaio Bruno Cetraro foi 4º lugar no Mundial, na categoria Skiff peso leve, e bronze na Copa do Mundo de Remo esse ano, e que o paraguaio competiu algumas regatas na Europa. Mas garante que esse Sul-Americano foi fundamental para saber em que nível está e onde e como pode melhorar, até porque tem um novo objetivo a médio prazo, que é o Pan-Americano do ano que vem.

– Os dois são meus amigos e estão de parabéns, foram muito bem na prova. Tentei buscar, mas não consegui. Mas terminei sabendo que posso melhorar detalhes técnicos. Agora é viola no saco e trabalhar mais. Cada um tem o seu dia e, infelizmente, hoje não foi o meu. É treinar ainda mais para estar no lugar mais alto do pódio no Pan-Americano de 2023. Esse é o meu objetivo. E acredito que vai dar tudo certo, porque estou com mais sangue nos olhos, doido para já chegar no Rio, treinar e me preparar ainda mais – finalizou.