Jogadores do Atlético valorizam empate na Argentina

Apesar de ser considerado favorito, mesmo jogando fora de casa, o Atlético-MG volta para Minas Gerais com o empate em 1 a 1 com o Godoy Cruz. O time argentino saiu na frente, mas depois o Galo melhorou e empatou graças a um pênalti sofrido por Elias e convertido por Fred. Quando o jogo terminou, os jogadores brasileiros valorizaram o pontinho conquistado.

“A gente era favorito, mas dentro de campo as coisas mudam. Um ponto está de bom tamanho. Agora é descansar porque tem jogo lá em Belo Horizonte", disse o volante Rafael Carioca.

Fred Godoy Cruz Atletico-MG Copa Libertadores 08032017

(Foto: ANDRES LARROVERE/AFP/Getty Images)

Já o atacante Fred explicou como a conversa com o técnico Roger Machado surtiu efeito para o segundo tempo: “A equipe deles faz muita ligação direta. Nosso time se desorganizou. O Roger pediu paciência no segundo tempo. E conseguimos fazer o gol. Não é fácil jogar na Argentina e foi uma estreia boa”.

Robinho Godoy Cruz Atletico-MG Copa Libertadores 08032017

(Foto: ANDRES LARROVERE/AFP/Getty Images)

“Acho que depois do gol nosso time se impôs e foi para cima. A tendência é que o time melhore. Esperamos que em casa nosso time possa ganhar. Uma falha coletiva de todo mundo, acabamos tomamos o gol. Mas o Galo foi buscar o empate”, completou Robinho, em opinão bem parecida com a do técnico Roger Machado.

Roger Machado Godoy Cruz Atletico-MG Copa Libertadores 08032017

(Foto: ANDRES LARROVERE/AFP/Getty Images)

“A Libertadores tem essa característica. Quando se tem a bola e o adversário, de uma certa forma, não consegue marcar, a gente joga. Se não (consegue jogar), temos que competir e ter intensidade, como foi no jogo de hoje. A característica da Libertadores é essa, principalmente quando se joga fora de casa. Pegamos um time que fisicamente se impôs muito, usou de bolas longas em contra-ataques. Temos que saber sofrer o jogo e ir evoluindo com a competição em andamento. Foi uma partida de regular para boa, mas o resultado foi considerado muito bom em virtude do que aconteceu durante a partida.”

“De uma certa forma, o primeiro tempo foi do adversário. O segundo tempo foi completamente nosso. A entrada do Cazares foi pela necessidade de a gente ter uma aproximação maior, por causa da velocidade de encurtamento que o adversário tinha. A gente tinha que jogar a bola no alto para disputar a primeira e segunda bola. No segundo tempo, com a bola no chão, começamos a envolver o adversário. O gol cedo fez a estrutura do jogo mudar a nosso favor. O 1 a 1, o adversário teve que sair um pouco mais e inverter um pouco mais a característica da partida. Tivemos algumas oportunidades em contra-ataques. No fim do jogo, o adversário ficou com um jogador a menos e a gente poderia ter definido a partida a nosso favor.”