Jogadoras de futebol da Venezuela alegam anos de abuso por ex-técnico

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CARACAS (Reuters) - Duas dúzias de jogadoras de futebol da Venezuela disseram em uma carta aberta na terça-feira que muitas atletas sofreram anos de abuso sexual e assédio por um ex-técnico da seleção nacional, Kenneth Zseremeta.

Na carta postada no Twitter por Deyna Castellanos --jogadora da seleção venezuelana e do Atlético de Madri-- as atletas pediram à Fifa e outras organizações e ligas de futebol que não permitam que Zseremeta, de nacionalidade panamenha, continue trabalhando no futebol feminino.

A carta informa que uma jogadora não identificada disse que foi abusada por Zseremeta em 2014 quando tinha 14 anos.

"Muitas de nós ainda temos traumas e feridas mentais que nos acompanham em nossas vidas diariamente", escreveram as jogadoras.

Zseremeta não respondeu a um pedido de comentário enviado por mensagem no Facebook.

O procurador-chefe da Venezuela, Tarek Saab, disse em um tuíte na terça-feira que designou um promotor para abrir uma investigação criminal sobre Zseremeta.

A Federação Venezuelana de Futebol (FVF) afirmou que apoia as jogadoras.

"Estamos empenhados em assegurar o respeito pelas mulheres neste esporte", tuitou a FVF na noite de terça-feira. "Como federação, apoiamos as mulheres hoje e em todos os momentos."

A alegação das jogadoras ocorre meses depois de várias mulheres acusarem um importante escritor venezuelano, Willy McKee, de má conduta sexual. Em abril, McKee confessou no Instagram ter cometido estupro presumido e mais tarde foi encontrado morto após queda de um prédio.

(Reportagem de Deisy Buitrago)

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