Jogador trans pede namorada em casamento em campo

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Kumi Yokoyama é um dos destaques do Washington Spirit, semifinalista da NWSL. Foto: Andy Mead/ISI Photos/Getty Images
Kumi Yokoyama é um dos destaques do Washington Spirit, semifinalista da NWSL. Foto: Andy Mead/ISI Photos/Getty Images

Não é todo dia que é possível ver um pedido de casamento em pleno gramado de um estádio de futebol. Isso aconteceu no fim do mês passado, no Audi Field, local onde o Washington Spirit recebe seus jogos na NWSL, liga profissional de futebol feminino dos Estados Unidos.

Kumi Yokoyama, jogador trans que defende o time da capital americana, tomou coragem para pedir em casamento sua namorada, a enfermeira chamada Nami.

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O pedido foi prontamente aceito e o brinde tradicional com taças de espumante foi transmitido nos telões do estádio, com grande repercussão pela mídia norte-americana.

Yokoyama disputou a Copa do Mundo de 2019, defendendo seu país. Isso já bastaria para que ela tivesse destaque, mas o que chamou a atenção de muitos foi que em junho deste ano passou a se apresentar como um homem transexual.

Em entrevista onde tornou pública sua identidade de gênero, Yokoyama revelou que realizou uma cirurgia para retirar o tecido mamário, sete anos atrás, e que ainda não fez tratamentos hormonais por medo de desrespeitar o código antidoping.

De acordo com o jogador, isso será feito depois que encerrar sua carreira, o que dará mais liberdade para o uso de medicações e hormônios.

Desafio em processo de aceitação no Japão

Ainda na entrevista reveladora, Yokoyama falou da dificuldade no processo de aceitação em seu país natal.

"Eu namorei várias mulheres ao longo dos anos, mas isso tinha que ficar escondido no Japão. Lá, sempre me perguntavam se eu tinha namorado. Aqui nos Estados Unidos, me perguntam se tenho namorada ou namorado", afirmou o jogador de 28 anos.

Atletas trans ainda são raros no meio do esporte. As Olimpíadas de Tóquio foram as primeiras a ter um competidor transexual, a neozelandesa Laurel Hubbard, do levantamento de peso. No Brasil, o caso mais conhecido é da jogadora de vôlei Tiffany Abreu, que defende o Osasco na Superliga feminina.

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