Jogador da sexta divisão, atleta com nome falso e até um pintor: veja curiosidades da Suíça que enfrenta o Brasil na Copa

O segundo adversário do Brasil na Copa do Mundo é a Suíça e o retrospecto entre as seleções é de igualdade: são dois empates em jogos da Copa do Mundo. No Mundial de 2018, em Rostov, o gol suíço no empate em 1 a 1 causou polêmica. O meia Zuber deu um empurrão no zagueiro Miranda antes de cabecear. No elenco da vez, tem jogador que saiu da sexta divisão, que usou nome falso e até um pintor.

A carreira de Fabian Schär, de 30 anos, começou por acaso. Wil, um clube da 6ª divisão, tinha escassez de elenco. E o técnico Axel Thoma, antigo companheiro de equipe do campeão mundial Joachim Löw, recomendou Junior Schär, de 16 anos: "Embora me tenham dito que Schär precisava de um tiro na bunda", brincou o treinador.

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Schär impressionou pela sua calma e foi colocado no time principal. O forte zagueiro central então decolou: do Wil passou ao FC Basel, Hoffenheim e Deportivo La Coruña.

Após a Copa do Mundo de 2018, se transferiu para o Newcastle, na Premier League, onde recentemente renovou seu contrato até 2024. Desde que Eddie Howe virou treinador dos "Magpies", ele, que defendeu a Suíça nas Olimpíadas de 2012, na Copa de 2014, na também Euro 2016, é presença constante no time novamente.

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Ele pode ser titular e deixar Eray Comert (que foi Eray Cümart) no banco. Isso mesmo: Eray tinha nome falso. E assim jogou entre 2016, quando fez sua estreia na Super League pelo Basel, a 2018, quando voltou ao time após empréstimo ao Lugano e depois ao Sion.

Como surgiu o erro? Quando os avós de Eray emigraram da Anatólia Oriental para a Suíça, anos atrás, os nomes foram escritos incorretamente nos documentos oficiais. Cömert tornou-se Cümart.

Foi somente em 2018 que a Turquia aprovou o ajuste. Como Cömert, ele fez sua estreia em 2019 e se mudou para o Valencia em janeiro deste ano, onde tem jogado regularmente.

Já Renato Steffen manteve o gosto pela pintura e até faz suas obras. Ao contrário de seus colegas de seleção, Steffen não passou pelo futebol de base: após a escolaridade obrigatória, teve um período de aprendiz como pintor e jogou por ligas inferiores.

De Solothurn, passou por Thun, Young Boys e Basel até chegar à Bundesliga (Liga da Alemanha).

Mas o pintor tem tido mais azar do que sorte, quando se trata de grandes torneios. O ala estreou na seleção em outubro de 2015, perdeu as Euros de 2016 e 2020 por causa de lesões e ficou fora do time pouco antes da Copa do Mundo de 2018.

Desta vez, para finalmente dar certo, se transferiu do Wolfsburg, onde era apenas um substituto, para o Lugano, na Superliga. A Copa do Catar, mesmo como reserva do lateral-esquerdo Rodriguez, é o ápice de sua carreira.