Doria: SP avalia 'lockdown' diariamente, mas medida depende de comitê de especialistas

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Foto: AP Foto/Andre Penner
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A pandemia do novo coronavírus avança rapidamente no estado de São Paulo, que no último final de semana passou a China em número de mortos. Esse índice pode fazer com que o ‘lockdown', medida de isolamento social mais rígida, seja adotada. O governador João Doria (PSDB) diz que qualquer endurecimento da quarentena no estado será feito mediante aval médico.

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“Em São Paulo vai prevalecer a decisão médica, da ciência e da saúde”, afirmou Doria sobre a possibilidade de ‘lockdown'. Contudo, o tucano admite que a medida, quando só é permitido o deslocamento em áreas de extrema necessidade como segurança pública, saúde e serviços básicos, é tudo o que o governo não deseja adotar.

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Na manhã desta segunda-feira (18), em entrevista à rádio CBN, Doria revelou que o protocolado da medida está pronto e que o ‘lockdown’ é avaliado diariamente. Ainda assim, mesmo que seja necessária, a medida não será anunciada de um dia para o outro.

“Esse protocolo [o lockdown] existe, está pronto faz tempo, mas ele não é iminente. Não há perspectivas de sua aplicação imediata. Esse protocolo só será colocado em prática se o comitê de saúde do estado assim determinar”, declarou o governador, que explicou que o aviso será feito com antecedência

"Todos os dias o comitê se reúne virtualmente, às 11h30 da manhã, para avaliar o lockdown”, revelou Doria. Segundo ele, o número de leitos de UTI disponíveis e a taxa de isolamento acima de 50% é que vão determinar se haverá o endurecimento da quarentena.

O governador também prometeu para a próxima quarta-feira (20) um anúncio sobre a segunda fase da testagem em massa em São Paulo.

“Nós compramos mais 2 milhões de testes, e eles já começaram a ser feitos, priorizando os profissionais de saúde e de segurança pública. Depois dessa fase, que deve terminar na quarta-feira, devemos iniciar a próxima”, contou.

São Paulo enfrenta dificuldades para atingir um nível de isolamento social adequado. A meta de 70% está longe de ser alcançada. A capital tem registrado menos de 50% nos últimos dias. Até por isso, o prefeito Bruno Covas (PSDB) revogou o rodízio mais restritivo, admitindo o fracasso da medida. Bloqueios em grandes avenidas também foram decretados e, posteriormente, revogados diante da ineficácia.

A situação do estado é grave. Caso São Paulo fosse um país, ele já seria o décimo terceiro em número de mortes pela Covid-19. A capital sozinha registra mais de 2.700 mortos.

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