João Victor Oliva garante 3º índice olímpico e busca vaga em Tóquio

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O cavaleiro João Victor Marcari Oliva montando Escorial Horsecampline fechou sua apresentação no Grand Prix do Concurso de Adestramento Internacional CDI3* de Compiègne, na França, na última sexta, com a média final de 70,130%. Eles ficaram em 11º lugar entre os 40 inscritos, de 11 países.

A dupla alcançou seu 3º índice olímpico, que é o mínimo de 66%, junto a três juízes 5 estrelas da FEI: Susan Hoevenaars, da Austrália (69,022%), Maria Colliander, da Finlândia (69,565%) e o alemão Elke Ebert, (69,891%). Outros dois juízes (FEI4*) atribuíram ao conjunto notas acima de 70%: Annick Dauban, da França (70,435%) e Maarten van Der Heijden, da Holanda (71,739%).

O Brasil tem direito a uma vaga no Hipismo Adestramento nos Jogos de Tóquio. Para defender o país, o candidato precisa obter em pelo menos dois eventos definidos pela FEI o índice mínimo tanto na nota média final como com um juiz FEI5*.

A busca dos cavaleiros pela vaga em Tóquio começou logo depois do Pan de Lima 2019 e se intensificou em 2020 e 2021. O prazo para atingir a elegibilidade (MER) é 21 de junho e a nomeação final tem prazo máximo até 5 de julho.

Com três índices técnicos, João Victor Oliva montando Escorial Horsecampline é o grande favorito à vaga. O conjunto foi formado em setembro de 2020 como um projeto olímpico idealizado pela JRME Horse Campline, proprietária do cavalo português de 12 anos.

-Fiquei feliz com a prova e por ter conseguido uma boa pontuação em uma competição tão importante como esta. Eu e o Escorial estamos nos entendendo cada vez melhor. Agora é focar, melhorar ainda mais e estar preparado para competir e representar o Brasil em Tóquio - disse João.

Em novembro, em estreia internacional no CDI3* de Alter do Chão, João Victor e Escorial Horsecampline tiveram 71% e com dois juízes FEI 5*. Em abril deste ano, no CDI3* de Abrantes, veio o 2º índice: 69,130% de nota final e com três juízes FEI5*.

Histórico e perfil
João Victor tem 25 anos e estreou nas pistas em 2008, é atleta militar, integrou o Time Brasil nos Jogos do Rio 2016, fez parte das equipes medalha de bronze nos Pan-americanos de Toronto 2015 e Lima 2019. Ele participou de duas edições dos Jogos Equestres Mundiais, em 2014 na França e em 2018 nos EUA.

Foi campeão individual e por equipe do Sul-americano de 2014, no Chile, e representou o Brasil na Final da Copa do Mundo de Adestramento, em 2017, nos Estados Unidos.

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