Após duas decepções, Jessica Yamada está próxima de disputar a sua 1º Olimpíada

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(Foto: Divulgação)
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Por Marcelo Romano

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Aos 30 anos, Jessica Yamada já representou o Brasil em 8 campeonatos mundiais adultos e 3 juvenis de tênis de mesa. Porém, viveu duas decepções na carreira ao nunca ser convocada para uma Olimpíada. No início do atual ciclo olímpico, era nome descartado para a seleção. Mas a partir de bons resultados em 2018, voltou a subir no ranking mundial, ajudou a seleção a conquistar a vaga olímpica por equipes e hoje está perto de finalmente realizar o sonho olímpico. 

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Jessica é a 2º melhor brasileira no ranking mundial, ocupando a 149º posição, atrás de Bruna Takahashi, 49º, e à frente de Caroline Kumahara, 155º. As 3 devem formar o time brasileiro que disputará a Olimpíada, já que as demais jogadoras têm ranking superior a número 300. A vaga para a equipe veio após o título do pré-olímpico Latino diante de Porto Rico, para quem o Brasil havia perdido na disputa do ouro dos Jogos Pan-americanos de Lima. 

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Às vésperas da Olimpíada de  2012, Jessica vivia o auge da carreira. Tinha sido importante no desempenho do Brasil nos mundiais por equipes de 2010 e 2012. Neste último, fez o ponto da vitória contra a Eslovênia e garantiu o Brasil na 2º divisão. Mas o técnico Lincon Yasuda não a convocou para Londres. Foi preterida pela chinesa naturalizada Gui Lin, que havia chegado há pouco tempo no Brasil, não tinha histórico na seleção e ranking pior que o de Jessica. 

Na época, a justificativa foi que Gui Lin seria importante para o futuro da modalidade no país. O tempo mostrou o contrário. Gui Lin nunca ficou entre as 50 melhores jogadoras do mundo e abandonou a carreira em 2019 com problemas físicos. A equipe de 2012 teve ainda a experiente Ligia Silva e Caroline Kumahara. 

(Foto: Divulgação)
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Em 2016, Jessica não tinha a mesma forma técnica de 2012, mas participou com a seleção em competições do ciclo. Novamente não ficou entre as 3 escolhidas, que foram Gui Lin, Caroline Kumahara e Bruna Takahashi, então com 16 anos. Bruna, sim, já demonstrava enorme potencial e hoje está entre as 50 melhores do mundo. 

Após a Rio-2016, Jessica pouco jogou e despencou no ranking. Em janeiro de 2018 ocupava a posição de 800. Caminhava para a aposentadoria. Mas uma nova fase começou naquele ano, conta a paulistana: “A partir da medalha de prata no individual do campeonato latino-americano em Cuba, voltei a ter bons resultados. Estou muito feliz de ter essa oportunidade de jogar a Olimpíada de Tóquio. Acredito que quem faz o seu melhor uma hora alcança o objetivo. Em 2012 tinha uma expectativa enorme de participar, mas não aconteceu”. 

A nova fase de Jessica tem a ver com noivo Cazuo Matsumoto, ex-atleta da seleção brasileira masculina: “Desde que passei a morar com o Cazuo na Polônia, em 2015, meu nível de jogo subiu. Ele me ajuda muito nos treinamentos, a entender meu jogo e o que fazer nas competições. Tenho muita sorte de tê-lo ao meu lado”. Jessica também agradece o apoio do pai, Marcos Yamada, técnico, dirigente e comentarista de tênis de mesa. 

O Brasil participará no tênis de mesa feminino da Olimpíada no torneio de equipes com as 3 jogadoras e também com duas no torneio individual. Uma vaga é certa para Bruna Takahashi, que neste mês de janeiro chegou à chave principal de um torneio Platinum do circuito mundial pela primeira vez. Até a Olimpíada, o técnico Hugo Hoyama terá de definir entre Jessica ou Caroline Kumahara para o individual. 

Ao contrário da equipe masculina que, liderada por Hugo Calderano pode terminar entre os 8 melhores, no feminino o Brasil vai para cumprir tabela. Fazer algum ponto nos confrontos melhor de 5 já será positivo.  Países asiáticos como China, Japão, Singapura, Hong Kong e Coréia do Sul estão bem acima dos demais. Além disso, alguns países europeus classificados, como Austria e Alemanha, contam com chinesas naturalizadas. 

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