Jéssica Ellen indica 3 livros para celebrar o Dia Internacional da Mulher

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Jéssica Ellen indica 3 livros para o Dia da Mulher. Foto: Reprodução/Instagram @jessicaellen @afroafeto
Jéssica Ellen indica 3 livros para o Dia da Mulher. Foto: Reprodução/Instagram @jessicaellen @afroafeto

Agora que 'Amor de Mãe' está de volta, Jéssica Ellen, que interpreta Camila na novela, está mais tranquila, mas também ansiosa para ver com o público o desfecho da mocinha. A tranquilidade parcial, no entanto, não a acompanhou nos primeiros momentos da pandemia de coronavírus, e foi algo que ela teve que exercitar ao longo dos últimos meses.

"Tivemos altos e baixos esse ano, e algo que me ajudou a manter minha saúde mental foi as minhas práticas religiosas", conta ela em entrevista ao Yahoo!. "As rezas online com o pai de santo e o pessoal do terreiro, e me conectar com a minha verdade, com o que acredito e me identifico fez com que eu não surtasse tanto."

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Nestes momentos, ela aproveitou para fazer o que lhe fazia bem, como meditar, se exercitar e ouvir músicas."Ouvia todos os dias 'The Lion King: The Gift' depois que a Beyoncé lançou nas plataformas digitais. Foi um bálsamo, eu estava precisando daquilo e a Beyoncé me deu de presente".

A atriz diz que mergulhou ainda na série 'Avatar: a lenda de Aang'. "Foi uma bênção, eu assistia chorando", afirmou.

Jéssica falou que os livros também foram companheiros importantes em 2020. E, levando em conta que a pandemia não parece estar perto do fim, e que na próxima segunda-feira (8) será comemorado o Dia Internacional das Mulheres, pedimos para ela nos indicar 3 livros escritos por mulheres para que você também possa desfrutar em casa. Olha só:

O Quarto de Despejo - Maria Carolina de Jesus

O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos.

Quem Tem Medo do Feminismo Negro? - Djamila Ribeiro

'Quem tem medo do feminismo negro?' reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista Carta Capital , entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante.

Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir."

Um Defeito de Cor - Ana Maria Gonçalves

Fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens. Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, é um belo romance histórico, de leitura voraz, que prende a atenção do leitor da primeira à última página. Uma saga brasileira que poderia ser comparada ao clássico norte-americano sobre a escravidão, Raízes.

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