Jemerson vê Monaco melhor após chegada de astros e sonha em voltar à Seleção

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Em alta no Monaco, Jemerson sonha em voltar à Seleção
Em alta no Monaco, Jemerson sonha em voltar à Seleção

Por Vanderson Pimentel (@vpimentel91)

Nem mesmo o mais pessimista torcedor do Monaco poderia imaginar a equipe, que disputava o título do Campeonato Francês com o Paris Saint-Germain, passando metade do torneio em 2018/2019 na zona de rebaixamento. A queda de desempenho após as saídas de Fabinho, João Moutinho, Keita Baldé e Thomas Lemar causaram surpresa até em Jemerson, zagueiro da equipe do Principado há três anos, e que foi titular absoluto na equipe que conquistou o torneio nacional em 2017.

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Em entrevista exclusiva ao Yahoo Esportes, o zagueiro afirmou que a chegada de reforços mais experientes em janeiro como Cesc Fàbregas, Gelson Martins, Adrien Silva e Naldo e a volta do técnico Leonardo Jardim três meses após sua demissão estão sendo essenciais para a equipe, que atualmente ocupa a 17ª colocação, a manter a sequência atual de seis jogos de invencibilidade.

Além disso, o jogador revelado pelo Atlético-MG também falou que vê um futuro de sucesso para Thierry Henry como treinador, mesmo após o seu trabalho no Monaco ter um desempenho negativo com 4 vitórias, 5 empates e 11 derrotas.

Depois de um momento difícil, o Monaco começou a se recuperar na temporada. Como está sendo essa sequência com três vitórias e três empates?

A gente começou muito mal, mas sabíamos que a equipe era capaz de se recuperar. Faltou confiança no começo, mas depois começamos a nos reencontrar. As vitórias são muito importantes, mas sabemos que precisamos de muito mais para nos recuperarmos na tabela.

A campanha ruim estava causando um susto nos atletas?

Claro que sim, eram três anos brigando pelas primeiras posições e você acaba tendo um choque para quem nunca passou por isso. Era um pouco inacreditável, mas no futebol isso pode acontecer com uma equipe grande. Mas a gente tem que seguir firme para passar pelas batalhas desta temporada e no próximos anos voltar a brigar na parte de cima.

Por que uma equipe cotada a brigar pelo título do Francês e disputando a Liga dos Campeões ficou tanto tempo na zona de rebaixamento?

A equipe mudou muito em relação às últimas temporadas, demorou para encaixar e acabamos não indo bem. E também tinham jogos em que estávamos bem e tomávamos gols no último minuto. Faltou sequência,isso era complicado. A diretoria contratou mais jogadores jovens, que não tinham disputado grandes competições, mas agora em janeiro a contratou jogadores mais experientes e com certeza a gente vai poder disputar e crescer mais no campeonato.

Como foi trabalhar com o Thierry Henry no primeiro trabalho dele como treinador?

Foi muito legal, ele já tinha trabalhado como auxiliar do Roberto Martínez na seleção da Bélgica, estava aprendendo. Aqui foi a primeira experiência dele e pegou uma situação complicada, mas no dia a dia ele cobrava muito, queria sempre ganhar. Não conseguiu os resultados mas foi uma experiência boa. Tenho certeza que ele vai brilhar e ser um técnico muito bom.

O que você acha que faltou para o trabalho do Henry engrenar?

Eu acho que era estilo. Vínhamos jogando com um estilo de jogo com o Jardim, que ficou quatro anos no Monaco. E quando você chega, com a equipe na zona de rebaixamento, não vencendo os jogos, e em sua primeira experiência como técnico, chega querendo mudar tudo, e isso é muito complicado, mas acho que era entender o estilo de jogo. Fazer o jogador começar a pensar como o técnico gostaria que sua equipe jogasse demora e faltou tempo. Ele gostava de jogar com três zagueiros, e queria que os laterais atacassem e que os volantes jogassem mais. Ele tem um estilo mais ofensivo que o Jardim.

Como foi para você e para o restante do elenco saber da volta do Leonardo Jardim três meses após ele ter sido dispensado?

É engraçado que no futebol tudo pode mudar. Foi uma surpresa, mas como já conhecíamos o trabalho dele, isso foi bom. Acho que o que passou ficou para trás e temos que focar no presente para depois pensarmos no futuro. Mas acabamos gostando sim. Ele se dá bem com todo mundo da comissão técnica, os jogadores, a diretoria e os funcionários.

Desde a volta dele você veio atuando como volante improvisado no time titular. Como vem sendo essa adaptação?

Eu nunca tinha jogado de volante, só na base, em que também atuei como lateral. Querendo ou não, você está mais com a bola nos pés, ajudando no combate mais a frente, mas foi bacana. Joguei três jogos, mas demora para se adaptar a uma nova posição. Mas agora o pessoal está voltando, mas tem que estar preparado no futebol, e o mais importante é estar em campo e prestando atenção para evoluir mais.

O Monaco foi um dos times que mais se reforçou agora na janela de janeiro com nomes de peso. Como está sendo a convivência com os astros e quais você destaca mais?

Está sendo muito bacana, uma experiência muito boa.Eles jogam muito, e como o time tem muitos jovens e eles possuem bastante experiência, conversam bastante, tentam passar o que viveram para os mais jovens. Está sendo bom e tem nos ajudado bastante. Em campo, o Gelson Martins e o Fàbregas são os que mais vêm fazendo a diferença. O Gelson é mais quieto, já o Fàbregas gosta mais de falar, de se comunicar. Eles são diferentes, e acho que isso vem nos ajudando.

Sobre seleção brasileira, você parou de ser convocado pouco antes da chamada para a Copa do Mundo. Foi difícil pra você saber que não estava convocado?

Não foi tão difícil, porque no futebol você tem que estar muito bem, se não estiver, já não vai mais ser tão observado. Mas eu sou um cara jovem, vou fazer 27 anos em 2019, e quero voltar a brilhar aqui para voltar à seleção brasileira o mais rápido possível.

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