Jean sobre chance do Palmeiras: 'Maior rival do Corinthians é ele'

William Correia
Cesar Greco/Palmeiras

Força psicológica. É nesse fator que o Palmeiras se apega para superar a desvantagem de 13 pontos em relação ao Corinthians e conquistar o Campeonato Brasileiro. O atual momento do rival, que tem apenas uma vitória no segundo turno da competição e acaba de ser eliminado na Copa Sul-Americana, pode ser um atalho, na visão de Jean.

- Tudo gera peso e responsabilidade. Ganhamos o Brasileiro no ano passado e o Palmeiras investiu mais ainda para buscar a tão desejada Libertadores. Nós mesmos colocamos sobre nós um peso desproporcional, sem necessidade. Nem sempre o melhor time vence, mas o mais tranquilo. Agora, o Corinthians está com peso pela vantagem muito grande que abriu. É difícil manter. Depende do clube, como vão lidar com isso. O maior adversário do Corinthians são eles, depende da cabeça deles - indicou o camisa 2.

- É difícil manter a forma que eles estavam mantendo, aquela pegada do primeiro turno. Claro que, às vezes, pode acontecer desconfiança por parte deles. É claro que chega uma hora que afunila e as equipes se aproximam. Tem essa performance, abre vantagem e aí, de repente, não acontece. Bate uma desconfiança.

Nessa força psicológica, Jean também mira quem está exatamente acima do Palmeiras: o Santos, que está em terceiro lugar no Brasileiro, apenas um ponto acima, mas que agora precisará lidar com a frustração de ter sido eliminado na Libertadores - pelo mesmo Barcelona do Equador que tirou o Verdão da competição continental.

- Quando saímos para o Barcelona, ficamos um pouco pensativos do que seria, mas, no outro dia, nos reunimos e pensamos que não poderíamos ficar chorando, nos lamentando. Recebemos pancada de tudo quanto é lugar, mas nos fechamos e pensamos que deveríamos abraçar o Brasileiro, nosso único campeonato. Colocar todas as forças e pensar melhor no que fazer. Poderíamos ter vencido o Vasco logo depois, não sofremos tanto com eliminação, mas varia de jogador e clube. O Palmeiras fez trabalho excelente porque só sentimos a eliminação no dia. Espero que Santos sofra mais para que a gente os passe e abra vantagem.

Apesar de indicar o momento dos rivais como trunfo, Jean ressalta que o Palmeiras pretende pensar, principalmente, em si. Falou durante sua entrevista coletiva, nesta quinta-feira, diversas vezes sobre a meta de se aproximar dos 100% de aproveitamento nas cinco próximas rodadas.

- Fizemos um número de seis jogos, começando contra o Coritiba (o time venceu por 1 a 0, na segunda-feira), pensando o que podemos almejar com seis vitórias. Mas é jogo a jogo. Nosso principal objetivo após a Libertadores foi buscar a segunda colocação, pela distância de pontos para o líder. Deixa caminhar mais um pouco o campeonato para vermos onde vamos brigar. Vamos fazer a nossa parte e deixar os outros de lado. Fazendo isso, com certeza as coisas darão certo.

Confira outros temas abordados por Jean em sua entrevista coletiva:

Tempo sem gol
Fazia tempo que não fazia gol. Não me cobro quanto a isso, mas, quando jogo nessa posição, me cobro pra jogada de gol, passe ou terminando. Foi um gol muito importante para mim e para o Palmeiras, e o mais importante foram os três pontos.

Cometer poucas faltas

Existem faltas necessárias, que tenho que fazer, mas não vejo aspecto de fazer falta. Dependendo do lugar, tem perigo de gol, como fiz contra o Coritiba e o Carleto chutou com perigo. Procuro sempre fazer marcação limpa, sempre roubar de forma limpa. Vai de marcador para marcador. Gosto de chegar sempre firme, chegar junto ao cara que fará o passe, antecipar para não fazer falta. Não fazendo falta, você tem grande chance de puxar contra-ataque. mas é inconsciente, nunca parei para ver meu número de faltas

Cartões
Eu me cobro, não gosto de tomar cartão. Primeiro porque limita muito, na próxima marcação você não pode nem pensar em fazer falta, para não ser expulso. E, quando você menos espera, leva terceiro amarelo e fica fora de jogos importante. Se tiver necessidade de fazer falta para matar jogada, eu faço. mas me cobro por marcação limpa para conseguir contra-ataque e evitar cartão.

Confronto direto contra Fluminense
Tem muita coisa ainda para acontecer. Quanto mais puder distanciar e se manter no G4, é muito importante para nós. Será um grande jogo, vivi do outro lado, sei como será difícil. Encontraremos mutia dificuldade, estudar bem, não dar confiança. se deixar crescer, tem muitos jovens de qualidade lá. É buscar se firmar no G4, principalmente, e passa por este jogo. É um adversário que poderá brigar por G6 ou G4. É um adversário que pode ter briga direta lá na frente, temos que levar o jogo como decisão.

Metas
A gente foca em um objetivo. Todos os jogos são importantes, mas, traçando meta, define o que conseguiu, se ficou próximo ou distante. Atingindo a meta desses cinco jogos, vamos brigar por coisas muito boas. É para isso que serve, para mostrar que podemos brigar por algo bem grande ou ter pés no chão. No ano passado, tinha quatro, cinco jogos que definiram muita coisa. Não lembro se chegamos à meta, mas foi bem próximo e conseguimos o nosso objetivo. Vamos ver onde vamos chegar nessa meta de agora.

Função mais avançada
Nunca deixei de falar quanto fico feliz em jogar no meio-campo, principalmente com liberdade para chegar à área, característica que gosto, tenho e sei fazer bem. Sempre gostei de jogar no meio, tenho boa chegada como surpresa. Fico bem à vontade nessa função e espero que, quando o Cuca precisar, estar sempre bem para fazer gol, começar jogada ou dar assistência.

Condição física
São dores normais para jogador de futebol. Quando tem desgaste no osso, é complicado. Precisa sempre estar bem, trabalhando forte, segurar, não ir a campo. Se não prepara, fica complicado. Mas esse tempo de um jogo para outro, com seis, sete dias, dá para preparar melhor. Não é só com gol, mas números de velocidade, dinâmica, volume de jogo, e tem aumentado. estou cada vez mais solto, feliz e livre dessa dor chata.

Entrar mais na área
Se ele me colocar nessa função, depende do adversário, se me seguro ou me desprendo mais. se eu tiver liberdade, ele gosta porque tenho força para chegar. Faço, primeiro, o que ele manda, e alguns pontos que você percebe no jogo e faz por você mesmo, se precisa abrir, fechar. Procuro me policiar nisso e, com certeza, se me colocar na função, serei mais um chato perto do atacante para fazer o gol também.

Acabou a oscilação?
Precisamos de tranquilidade para trabalhar e colocar os pés no chão. Nada acontece por acaso, tudo acontece naturalmente, com muito trabalho. Isso que nos faz crescer, Pensamos que, quando saímos da Libertadores, brigaríamos no meio da tabela. Nós mesmos esperávamos ir mais longe. Mas não foi isso que aconteceu. Crescemos. Um marco bem legal foi o empate com dois a menos contra o Atlético-MG, jogando fora, é algo difícil de se ver. É jogo a jogo, crescendo.







































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