Jean defende Borja e fala em “situação resolvida internamente”

Insatisfeito por ser substituído no confronto com a Ponte Preta, disputado no último sábado, Miguel Borja chutou um copo d’água no caminho para o banco de reservas do Palestra Itália. Na tarde desta segunda-feira, o lateral direito Jean, além de defender o colombiano, contou que a situação com o treinador já foi solucionada.

“O Eduardo Baptista falou com a gente e disse que ele já resolveu a situação com o Borja”, afirmou Jean, cauteloso. “É uma situação que não cabe a nós ficar julgando. Se eu falar alguma coisa sobre isso, posso cometer uma injustiça. É resolvido internamente, não posso falar publicamente”, esquivou-se.

Campeão da Copa Libertadores pelo Atlético Nacional, Miguel Borja chegou ao Palmeiras com status de estrela. O centroavante colombiano foi recebido de forma calorosa pela torcida no Aeroporto de Guarulhos e ganhou a camisa número 12, eternizada pelo goleiro Marcos.

Borja iniciou sua trajetória pelo Palmeiras em alta, mas caiu de rendimento nas últimas partidas. Em 11 confrontos disputados com a camisa do clube alviverde, o centroavante colombiano acumula quatro gols marcados, todos em jogo válidos pelo Campeonato Paulista.

“Acho que ainda é cedo”, disse Jean sobre as críticas a Borja, vaiado diante da Ponte Preta. “Ele já mostrou a força que tem, é um nome de peso, tanto que foi difícil de vestir a camisa do Palmeiras. A mudança exige adaptação. Não é fácil chegar a um país que você não conhece”, completou Jean.

Às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, pela quarta rodada do Grupo 5 da Copa Libertadores, o Palmeiras enfrenta o Peñarol, no Estádio Campeón del Siglo. Em baixa, o centroavante Miguel Borja pode acabar substituído pelo voluntarioso Willian na capital uruguaia.

“Normalmente, o torcedor é ainda mais ansioso do que a gente. Eles querem ver resultado muito rápido e nós também queremos ver o Borja fazendo gols, mas é necessário um certo tempo. É um grande jogador e acredito muito que vai crescer. A ansiedade do torcedor é normal”, minimizou Jean.