Jamaicana Fraser-Pryce se torna a 2ª mulher mais rápida na história com recorde nos 100m

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(arquivo) A jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce após vencer a final dos 100 metros no meeting de Doha em 28 de maio de 2021

A estrela jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce se tornou a segunda mulher mais rápida da história nos 100 metros rasos neste sábado, estabelecendo um tempo recorde de 10,63 segundos (vento: + 1,3m/s) no Olympic Destiny meeting em Kingston, na Jamaica.

A atual campeã mundial e bicampeã olímpica dos 100m (2008 e 2012), de 34 anos, consegue com esse resultado se impor com autoridade a menos de dois meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio (23 de julho a 8 de agosto).

Apenas a falecida atleta americana Florence Griffith-Joyner, sobre a qual pesam fortes suspeitas de doping, havia conseguido superar a jamaicana com seu recorde mundial de 10,49 estabelecido em 1988.

Após a façanha da jovem americana Sha'Carri Richardson (10,72 segundos em abril), Fraser-Pryce lembrou que ela deve ser levada em conta nas Olimpíadas de Tóquio com esse novo recorde pessoal (o anterior era de 2012 com 10,70).

Fraser-Pryce se torna a segunda atleta de todos os tempos à frente da americana Carmelita Jeter (10,64 em 2009), que imediatamente a parabenizou.

"Sei o quanto é merecido. Você voltou depois de dar à luz um filho e mostrar ao mundo o quanto é talentosa e apaixonada. Você é oficialmente a mulher mais rápida ainda viva", tuitou Jeter, já aposentada das pistas.

Shelly-Ann Fraser-Pryce enriquece com este tempo um currículo já extraordinário: aos 35 anos tem seis medalhas olímpicas, duas delas nos 100 metros e dez medalhas mundiais, das quais quatro nos 100m uma nos 200m.

Apesar disso, a discreta jamaicana viveu por muito tempo sob a sombra imponente de seu compatriota Usain Bolt.

Nascida em Waterhouse, um gueto de Kingston marcado pela violência, Fraser-Pryce deu à luz seu filho Zyon em 7 de agosto de 2017, mas isso não a impediu de voltar ainda mais forte.

Como embaixadora do Unicef, ela se dedica a trabalhos de caridade, defendendo melhores condições de parto na Jamaica ou melhores informações sobre amamentação.

A única mancha em sua carreira foi ter sido suspensa por seis meses por doping com oxicodona (um opióide) em 2010.

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