Novo diretor da PF decide trocar chefe do órgão no RJ, foco de interesse de Bolsonaro, diz jornal

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Foto: FRANKLIN FREITAS/AFP via Getty Images
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Rolando Alexandre Souza, novo diretor-geral da Polícia Federal, nem bem assumiu (foi empossado na manhã desta segunda-feira (04)) e já decidiu trocar a chefia da superintendência do Rio de Janeiro, cargo que é foco de interesse da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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De acordo com a publicação, Carlos Henrique Oliveira, atual comandante do estado, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão.

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O agora ex-ministro Sergio Moro afirmou em sua despedida que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na PF. Filhos do presidente tem ligação com denúncias investigadas pelo órgão.

Além do Rio de Janeiro, o ex-ministro garantiu que o presidente desejava ver mudanças no comando do órgão também em Pernambuco.

Antes de ter sua nomeação suspensa pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, Alexandre Ramagem também já havia decidido trocar a chefia no Rio de Janeiro.

Rolando Souza teve “posse-relâmpago"

Jair Bolsonaro definiu o delegado Rolando Alexandre de Souza, "número dois" da Abin (Agência Brasileira de Investigação), para o diretor-geral da Polícia Federal nesta segunda-feira (04).

A decisão do presidente vem depois do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, anular a escolha de Alexandre Ramagem para o cargo, fato que irritou Bolsonaro. Moraes viu “abuso de poder por desvio de finalidade", já que Ramagem é amigo da família do presidente.

O termo de posse foi assinado em uma cerimônia reservada no gabinete de Bolsonaro, cerca de 20 minutos após a publicação. O decreto foi assinado pelo presidente e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça.

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