Diretor da PF define Tácio Muzzi para superintendência do RJ; Nome não tem ligação com Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi acusado pelo ex-ministro Sergio Moro de possuir interesse em interferir na PF do Rio de Janeiro - Foto: AP foto/Eraldo Peres
Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi acusado pelo ex-ministro Sergio Moro de possuir interesse em interferir na PF do Rio de Janeiro - Foto: AP foto/Eraldo Peres

Rolando de Souza, diretor-geral da Polícia Federal recém nomeado, já realizou ao menos duas trocas de superintendentes do órgão nos estados desde que assumiu o posto na última segunda-feira (04).

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Tácio Muzzi é o novo escolhido para a superintendência do Rio de Janeiro. Ele ocupará o cargo de Carlos Henrique Oliveira, que foi confirmado como o novo diretor-executivo da PF, o segundo cargo mais importante na hierarquia. A informação é do portal G1.

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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, houve pressão interna para que o novo superintendente do Rio de Janeiro não tivesse ligação com a família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A superintendência do Rio de Janeiro é um dos pontos centrais da denúncia de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, que acusa o presidente de tentar interferir politicamente no órgão.

Em depoimento à Polícia Federal no último sábado (2), Moro afirmou que, em fevereiro, Bolsonaro o comunicou, por mensagem de celular, que queria indicar um novo superintendente para a Polícia Federal no Rio de Janeiro, estado no qual o presidente construiu a carreira política.

"A mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor: 'Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro'", diz relatório sobre o depoimento do ex-ministro.

Outra troca realizada na PF foi a saída do delegado Delano Cerqueira Bunn, diretor de Gestão de Pessoal. A delegada Cecília Franco será a sucessora.

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A delegada é a atual superintendente da PF em Alagoas. Portanto, é mais uma mudança em superintendências feita na nova gestão do diretor-geral Rolando de Souza.

Rolando foi indicado ao cargo por Bolsonaro e é braço direito de Alexandre Ramagem, que chegou a ser indicado ao posto mas teve a nomeação suspensa por Alexandro de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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