Guedes interrompe férias e se reúne com Bolsonaro um dia depois do presidente dizer que país está "quebrado"

·2 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Um dia depois de dizer que não poderia fazer nada sobre a situação econômica do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúne na manhã desta quarta-feira (06) em uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. O compromisso não constava na agenda divulgada na véspera pela Presidência da República.

De acordo com informações da Reuters, a Secretaria de Comunicação (Secom) do governo confirmou a reunião. Paulo Guedes, ministro da Economia, interrompeu as férias para participar do evento. A previsão era de que o ministro permanecesse de férias até o dia 8 de janeiro. De acordo com a TV Globo, 16 ministros participam do encontro.

Leia também

O assunto tratado na reunião e a lista de participantes do encontro não foram informados pela Secom.

Presidente usou redes sociais para se defender

Pressionado pela demora no início da vacinação contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para tentar fazer uma defesa de sua gestão nesta quarta-feira. Ele tentou justificar o fracasso do Ministério da Saúde em comprar seringas e outros insumos para aplicar os imunizantes e novamente atacou a mídia.

“Por volta de 44 países estão vacinando, contudo a Pfizer [uma das empresas que desenvolvem imunizantes pelo mundo] vendeu para muitos desses, apenas 10.00 mil doses. Daí a falácia da mídia como se estivessem vacinando toda a população", escreveu o presidente.

Na verdade, mais de 50 países já começaram a imunizar suas populações ao redor do mundo. O número de doses citados pelo presidente é incerto, já que varia de acordo com a compra de cada nação. Além disso, as críticas ao governo tem sido sobre a demora para iniciar a vacinação, que sequer tem data oficial para começar no Brasil.

Bolsonaro ainda omitiu países que têm se destacado por uma vacinação rápida e ampla de sua população como Israel, Portugal e Dinamarca. Em sua publicação, presidente usa Reino Unido, Estados Unidos e China para tentar demonstrar que nesses país ainda há uma baixa porcentagem de pessoas vacinadas.