Bolsonaro nega interesse em troca na PF do RJ e manda jornalista "calar a boca"

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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou, nesta terça-feira (05), que tenha interesse na troca da Polícia Federal do Rio de Janeiro e novamente realizou ataques à imprensa ao sair do Palácio da Alvorada. Depois de conversar com apoiadores, Bolsonaro se dirigiu aos jornalistas e, sem responder perguntas, fez um pronunciamento no qual, por dois momentos, mandou uma profissional "calar a boca".

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"Pra onde está indo o superintendente do Rio de Janeiro? Pra ser o diretor executivo da PF. Ele vai sair da superintendência pra ser diretor-executivo. Tô trocando ele? Estou tendo influência sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria. Cala a boca, não perguntei nada. Cala a boca, cala a boca (...) Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro e não interfiro na PF.", esbravejou o presidente.

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A fala de Bolsonaro faz referência a uma notícia do jornal Folha de S. Paulo sobre a troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Rolando Alexandre de Souza, novo diretor-geral da PF, convidou Carlos Henrique Oliveira, atual comandante do RJ, para ser o seu diretor-executivo, portanto, número dois na hierarquia do órgão.

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"O atual superintendente do Rio de Janeiro que o Moro disse que eu quero trocar por questões familiares, não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu, nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo dizendo que meus filhos querem trocar o superintendente", reclamou o mandatário.

Reabertura da economia

Bolsonaro também afirmou que só não existe uma onde de saques no país por causa do pagamento do auxílio emergencial de 600 reais disponibilizado pelo governo federal para minimizar a crise social gerada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo o presidente, a ajuda é limitada e a economia precisa voltar a funcionar.

"Chegou a um nível insustentável. O que está mantendo o Brasil longe de saques e violência são os 600 reais, mas daqui a dois meses acaba. Se a economia não voltar a funcionar até lá, teremos problemas seríssimos", disse o presidente.

Bolsonaro vem criticando constantemente as medidas de isolamento social adotadas para conter a pandemia no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o próprio Ministério da Saúde de Bolsonaro defendem o distanciamento.

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