Acusado de má gestão da pandemia, Bolsonaro isenta a si mesmo: "responsabilidade dos governadores e dos prefeitos'

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Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Durante um dos momentos mais graves da pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as redes sociais para “lembrar” a população que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu autonomia para os governos estaduais e municipais para decidir sobre as medidas de isolamento social.

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“Lembro à Nação que, por decisão do STF, as ações de combate à pandemia (fechamento do comércio e quarentena, p.ex.) ficaram sob total responsabilidade dos Governadores e dos Prefeitos", escreveu o presidente.

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Desde o início da pandemia, Bolsonaro foi abertamente contra medidas de isolamento social e, por muitas vezes, desdenhou da gravidade da Covid-19, chegando a compará-la a uma “gripezinha". Atualmente, o Brasil é o terceiro país com mais mortos no planeta, somando mais de 36 mil óbitos.

Alguns governos estaduais, por sua vez, criticam a atuação do ministério da Saúde durante a crise. o Brasil não tem um Ministro da Saúde desde a demissão de Nelson Teich, no último dia 15 de maio. O general Eduardo Pazuello, chefe interino da pasta, ocupa o cargo desde então.

Criticado mundialmente pela má gestão da pandemia, Bolsonaro afirmou que é “açoitado” por parte da mídia e que as críticas da imprensa atrapalham “a governança”.

“Ao lado disso forças nada ocultas, apoiadas por parte da mídia, açoitam o Presidente da República das mais variadas formas para deslegitimá-lo ou atrapalhar a governança. Com fé em Deus e no povo seguirei meu destino de melhor servir ao meu país", escreveu.

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Auxílio emergencial

Em defesa de seu governo, Bolsonaro lembrou que sua gestão tem se esforçado para pagar o auxílio emergencial de R$ 600, valor que tem como objetivo minimizar a crise social gerada pela pandemia.

"Nosso governo alocou centenas de bilhões de reais não só para combater o vírus, bem como para evitar o desemprego. Cada mês pago do auxílio emergencial de R$ 600,00 corresponde a despesa na ordem de R$ 40 bilhões para a União", afirmou o presidente.

Desde o início da pandemia, o governo federal é criticado pela dificuldade em fazer chegar o valor à parcela da população mais carente. Desde o início da pandemia, em pleno isolamento social, filas se formaram nas agências da Caixa Econômica Federal e há registros de muita dificuldade em obter o benefício.

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