Bolsonaro se irrita com apoiadora que cobrou provas sobre fraude eleitoral: "A senhora é jornalista?"

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Foto: REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se irritou na manhã desta quinta-feira (07) ao ser questionado sobre uma alegada fraude na eleição presidencial de 2018.

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Em março deste ano, o próprio presidente afirmou que tem provas de que venceu o pleito no primeiro turno e disse que as apresentaria, o que até o momento não aconteceu, no entanto. Oficialmente, Bolsonaro venceu Fernando Haddad (PT) somando 55,13% (57.797.847 votos).

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Na porta do Palácio da Alvorada, uma apoiadora questionou Bolsonaro sobre quando ele apresentaria as provas de fraude na eleição, mas não obteve a resposta esperada.

"Que provas? A senhora é jornalista? Calma, calma", disse o presidente, depois que apoiadora insistiu no assunto e negou ser da imprensa.

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Nesta semana, exatamente no mesmo local, Bolsonaro também se irritou com jornalistas na última terça-feira (05). Irritado com perguntas sobre um possível interesse do presidente em interferir politicamente na Polícia Federal do Rio de Janeiro, o presidente mandou jornalistas calarem a boca.

No dia anterior, o presidente publicou um vídeo em suas redes sociais que mostra uma folha com os dizeres “imprensa suja” com o desenho de uma pessoa de terno e, no lugar da cabeça, há uma forca.

Ação na Justiça

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) ingressou, no último dia 30, na Justiça Federal do Ceará com ação popular para que o presidente apresente provas que diz ter sobre supostas fraudes nas eleições de 2018. A peça é assinada pelos advogados Márlon Reis, um dos idealizadores e redatores da Lei da Ficha Limpa e fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, e Rafael Estorilio. 

Em março, durante palestra em Miami, nos Estados Unidos, Bolsonaro disse ter provas de fraude com as urnas eletrônicas na eleição de 2018. Ele afirmou que deveria ter sido eleito no primeiro turno e que, no segundo turno, teria feito mais votos do que foi contabilizado. 

“E nós temos não apenas palavra, nós temos comprovado. Brevemente eu quero mostrar, porque nós precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes”, afirmou Bolsonaro na ocasião.

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