Ciro pede que população aguarde para ir às ruas: 'Bolsonaro é da morte, nós somos da vida'

Yahoo Notícias
Foto: AP Photo/Leo Correa
Foto: AP Photo/Leo Correa

No dia em que algumas capitais brasileiras registraram manifestações contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT) pediu que as mobilizações populares da oposição sejam adiadas para evitar o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, que é o terceiro país com mais mortos pela Covid-19 no planeta.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

"A hora de ir para a rua vai chegar, não é agora. Porque o Bolsonaro é da morte, nós somos da vida, somos humanistas", afirmou Ciro, em debate transmitido pela Globonews, juntamente com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a ex-ministra Marina Silva (Rede).

Leia também

O Brasil já ultrapassou as 35 mil mortes e registrou nessa semana quatro dias seguidos com mais de mil mortos diários pela Covid-19. Diante desse cenário, Ciro defendeu os protestos virtuais.

“Está na hora de ficar em casa e protestar pela internet", afirmou o ex-governador do Ceará, que foi o terceiro nas eleições de 2018.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Frente ampla contra Bolsonaro

O trio reforçou a necessidade de reunião de lideranças políticas contra o que chamaram de ameaças democráticas vindas do governo federal.

Para o ex-presidente, o atual governo é um símbolo do atraso e gerenciou de forma incompetente a crise gerada pela pandemia.

“ O problema maior que temos no Brasil, e simbolizado pelos que estão no poder, é o atraso. Não é questão de ser de direita: eles são atrasados. Eles têm teia de aranha na cabeça, não conseguem ver a realidade, se agarram a fantasmas. Inventaram agora um tal de marxismo globalista. Não sei o que é isso, e olha que eu entendo dessas coisas", disse FHC durante o debate transmitido pelo canal.

Na opinião de Marina, os políticos e partidos serão a menor parte do processo que pretende defender a democracia no país.

“É com esse espírito que homens públicos e a sociedade civil estão se mobilizando. Vamos ter que compartilhar três coisas. Compartilhar a humildade de compartilhar a autoria dessa luta para sair da crise, compartilhar o processo de realização dessa obra que os políticos e os partidos são apenas a menor parte e, sobretudo, compartilhar o reconhecimento que ficará nos anais da história", afirmou a ex-ministra.

Siga o Yahoo Notícias no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário.

Leia também