Bolsonaro assina MP que libera R$20 bilhões para vacinação contra Covid-19

·2 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou nesta quinta-feira (17) medida provisória que abre crédito extraordinário de 20 bilhões de reais para a vacinação contra a Covid-19 no Brasil, inclusive para a compra de imunizantes.

A MP, anunciada pelo governo na semana passada, foi assinada durante a cerimônia de posse de Gilson Machado como novo ministro do Turismo, depois da demissão de Marcelo Alvaro Antônio do cargo.

Leia também

A verba deve ser usada para comprar imunizantes para além do contrato já estabelecido com o imunizante desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a AstraZeneca.

O governo federal negocia a compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer, imunizante pioneiro que já começou a ser usado, em caráter emergencial, em países como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá.

Governo deve comprar Coronavac

O Ministério da Saúde, chefiado por Eduardo Pazuello, está em fase final de negociação com o Instituto Butantan para a compra de 46 milhões de doses da Coronovac, imunizante contra o novo coronavírus desenvolvido em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

De acordo com informações da jornalista Carla Araújo, em sua coluna no UOL, ainda nessa semana deve ser assinado um memorando de intenções, documento desejado pelo governador João Doria (PSDB), um dos entusiastas do imunizante.

Segundo a jornalista, para a compra das doses, faltam apenas detalhes técnicos. Auxiliares do governo Bolsonaro confirmam a decisão e a reafirmam que todas as vacinas que tiverem memorando de intenção, “depois de registradas", serão compradas pelo governo.

O Instituto Butantan é vinculado ao governo do Estado de São Paulo e a CoronaVac já motivou atritos públicos entre Bolsonaro e Doria. Em outubro, o presidente colocou em cheque a compra de 46 milhões de doses da vacina atribuindo ao imunizante um “descrédito” por vir da China.

Na apresentação do plano nacional de vacinação, o Ministério da Saúde diz estimar que os grupos de maior risco e de maior exposição estariam vacinados ainda no primeiro semestre de 2021.