Alexandre de Moraes encaminha à PGR notícia-crime contra Bolsonaro, Flávio e Eduardo

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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enviou para manifestação da Procuradoria-Geral da República notícia-crime apresentada contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos Flávio e Eduardo pelo envolvimento na criação de páginas e perfis falsos no Facebook para divulgação de notícias falsas.

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O pedido para que a PGR analise e se manifeste sobre a notícia-crime é praxe dentro do processo judicial. A PGR irá analisar se existe elementos para que o presidente e seus dois filhos sejam formalmente investigados no caso.

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A notícia-crime foi apresentada pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) com base na investigação feita pelo próprio Facebook que derrubou 35 perfis, 14 páginas e um grupo na rede pelo envolvimento com a disseminação de desinformação. Algumas dessas páginas foram cridas e eram administradas por assessores diretos e ex-assessores de Bolsonaro, Eduardo e Flávio.

Na notícia-crime, a deputada afirma que há indícios graves de que os assessores cometeram diversos delitos aliados aos dois parlamentares e ao presidente, inclusive em ameaças ao STF, e ao Congresso, e pede a inclusão da investigação no inquérito das Fake News, já instaurado no Tribunal.

Assessor de presidente apontado como operador

Uma investigação do Facebook que derrubou uma rede de páginas ligadas à produção de fake news levou as suspeitas para dentro do Palácio do Planalto, com um dos assessores da Presidência, Tercio Arnaud Tomaz, sendo apontado como um dos operadores das páginas suspensas, e pode aumentar a pressão nos processos que correm contra o presidente Jair Bolsonaro no TSE.

O relatório preparado para o Facebook pelo Laboratório Forense Digital do Atlantic Council, mostra que Tercio --que trabalhou com as mídias digitais da campanha de Bolsonaro e hoje tem o cargo de assessor especial da Presidência-- é o criador da página @bolsonaronewsss no Instagram, que também pertence ao Facebook.

A página tinha cerca de 492 mil seguidores e 11 mil posts. Apesar de ter sido criada anonimamente, os pesquisadores conseguiram rastreá-la até Tercio. Segundo o relatório, seu conteúdo era "enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas", e ataques a adversários e ex-aliados do clã Bolsonaro. Na foto, uma imagem do presidente.

"Muitas dessas postagens foram publicadas durante o horário de trabalho, o que pode ser uma indicação de que Tercio Arnaud estava postando neste site --que não está oficialmente conectado à Presidência-- durante o horário oficial do gabinete", complementa o relatório.

***Com informações de Lisandra Paraguassu, da Reuters

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