Jadson reencontra sua maior vítima e estádio “estreado” por ele

Além da histórica rivalidade e da expectativa sobre qual será o nível de futebol apresentado pelo Corinthians após quase ser eliminado da Copa do Brasil pelo Brusque, o duelo contra o Santos, neste sábado, às 18h30 (de Brasília), no estádio de Itaquera, marcará o reencontro do meia Jadson com a casa corintiana e com um dos clubes que mais sofreu gols dele com a camisa corintiana.

Depois de reestrear no Alvinegro em Santa Catarina, o camisa 77 quer apagar a má imagem deixada ao perder o pênalti frente aos catarinenses e conta com o bom retrospecto no clássico para isso. Com dois gols sofridos, o Peixe é a maior vítima do armador enquanto ele esteve no Corinthians, ao lado de Linense, Atlético-PR e Sport, também com dois tentos entre os 24 anotados por ele no Timão.

As duas vezes em que ele balançou a rede santista, aliás, foram na mesma partida, válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2015. Naquela ocasião, o meia anotou um tento de pênalti, aos 42 minutos, e outro com bola rolando, aos 44 minutos, ambos do segundo tempo, e decidiu a vitória que, mais adiante, seria tratada como marco na campanha do título.

“Lembro daquele jogo, sim. Era um domingo pela manhã e fazia muito calor. Além de ser um clássico, a partida era importante demais porque estávamos brigando lá em cima. Conseguimos vencer, manter a vantagem para o Alético Mineiro e depois fomos campeões”, afirmou o jogador, que não vê mutias semelhanças entre a partida do final de semana e o último encontro com o rival.

“Agora é um outro momento, as duas equipes mudaram bastante e será um jogo muito duro. Respeitamos o Santos, mas nosso objetivo é vencer e contamos com o apoio da nossa torcida para conseguir um bom resultado”, afirmou o camisa 77.

Além do adversário, porém, o próprio estádio traz a Jadson ótimas lembranças. O atleta, que volta a jogar em Itaquera uma partida oficial, foi o primeiro jogador do Corinthians a marcar um gol pelo clube no local. Desde o tento anotado contra o Botafogo, no Brasileiro de 2014, foram outras 12 redes balançadas e o posto de terceiro maior artilheiro da história da arena, atrás apenas de Guerrero (15) e Romero (16).

“Jogar lá no estádio de Itaquera é algo inexplicável. Jamais esqueci da torcida gritando meu nome e apoiando o time durante os 90 minutos. Se eu tiver a oportunidade de jogar, será mais um dia muito especial”, disse o meia, presença praticamente certa apesar do mistério do técnico Fábio Carille.