Iuri 'Marajó' revela catimba usada para descansar durante luta quase perdida

AgFight
Iuri 'Marajó' revela catimba usada para descansar durante luta quase perdida
Iuri 'Marajó' revela catimba usada para descansar durante luta quase perdida

Iuri ‘Marajó’ foi dominado desde o início do combate contra Luke Sanders no último sábado (4), em Las Vegas (EUA), até que uma finalização tirada da cartola no segundo round garantiu não apenas a incrível virada como também o prêmio bônus de performance da noite. E tudo isso, por sinal, poderia não ter acontecido se não fosse uma catimba utilizada pelo brasileiro.

Ainda na etapa inicial, quando levava clara desvantagem e via o árbitro central prestes a interromper o confronto, Iuri recebeu uma joelhada ilegal na cabeça quando estava com três apoios no chão. Dessa forma, com a interrupaçao do duelo, ele ganhou alguns importantes minutos para respirar, mesmo que não estivesse, de fato, machucado pelo golpe irregular.

“Nem tanto, isso acontece na academia, de levar joelhada e cotovelada ilegais. Já estamos acostumados, é acidente de trabalho. Sabia que o árbitro iria parar e eu teria cinco minutos. Sim, sim, [valorizei] um pouco. No início da luta meu joelho tinha travado e não deu para seguir no mesmo ritmo”, narrou em conversa com a imprensa brasileira nos bastidores do UFC 209 logo após sua vitória.

Quando questionado sobre sua performance, Iuri não escondeu a decepção. Assim como o rival americano, Marajó é famoso pela explosão inicial de seus combates, mas nessa batalha territorial ele levou a pior e se viu obrigado a deixar a estratégia de lado para se defender do castigo imposto.

Com o desempenho abaixo do esperado, o peso-galo (61 kg) ressaltou que a dificuldade em bater o limite de sua categoria influenciou na sua apresentação. Último atleta a subir na balança na manhã da sexta-feira, Marajó cortou os gramas finais nos momentos derradeiros da checagem dos quilos.

“Treinei para acabar no primeiro round e não usei nada do que treinei. Mas voltei às origens e consegui a finalização. O Ildemar [irmão mais novo] estava gritando para eu girar, e sabia que era o leg lock. Tive o tempo para encaixar, sabia que era meu ponte forte. […] Só o jiu-jitsu salva [risos]. Sofri bastante [com a balança]. Travou em 500 libras [cerca de 200 gramas]. Foi um pouco difícil de perder isso, mas deu certo. Acho que isso atrapalhou a performance, mas na próxima luta vamos corrigir isso”, garantiu.

Confira a entrevista completa a seguir:

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