Itaú lamenta acusação de racismo: 'procedimento padrão'

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A man is reflected in an Itau branch window in Rio de Janeiro, Brazil April 29, 2019. Picture taken April 29, 2019. REUTERS/Sergio Moraes
A man is reflected in an Itau branch window in Rio de Janeiro, Brazil April 29, 2019. Picture taken April 29, 2019. REUTERS/Sergio Moraes

O Itaú publicou no Twitter um posicionamento oficial sobre o caso de Lorenna Vieira, empresária e esposa do DJ Rennan da Penha que diz ter sido vítima de racismo em uma agência do banco no Rio de Janeiro.

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“O Itaú lamenta pelos transtornos causados a Lorenna Vieira nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, e já entrou em contato com ela para resolver a situação”, disse a empresa.

“O Itaú esclarece que o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O Itaú acredita que toda forma de discriminação deve ser combatida.”

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A resposta do Itaú foi dada ao tweet de Lorenna em que ela explica o caso. “Fui retirada do banco Itaú pela Polícia Civil [...] por minha conta receber um bom dinheiro”, escreveu a empresária. “Não é porque eu sou preta e humilde que eu sou criminosa.”

Ao G1, Lorenna disse que foi a uma agência do Itaú na zona norte do Rio na quinta-feira (30) para pedir informações sobre um cartão de crédito que não havia chegado. Segundo ela, funcionários informaram que o cartão teria sido bloqueado por suspeita de fraude.

“Elas (as funcionárias) estavam falando que 'entrou uma quantidade de dinheiro e a gente não sabe de onde vem'. Eu fiquei sem entender. Eles começaram a cochichar, os funcionários do banco começaram a me olhar. Eu não estava entendendo. A funcionária falou para a gente esperar um pouco e saiu. Ela não voltou mais, quem voltou foi a Polícia Civil. Três policiais, falando para eu ir para a delegacia”, disse Lorenna ao G1.

Na delegacia, Lorenna disse que a polícia duvidou da veracidade de seus documentos. “O policial falou que era quase impossível saber se era eu, porque o meu cabelo estava liso, falou que era pra eu jogar minha identidade fora e fazer outra com o meu cabelo natural. Aí eu rasguei. Se é uma pessoa branca que tem o cabelo alisado e depois deixa encaracolar, ninguém faria isso”, acrescentou Lorenna.

Em nota à imprensa, o Itaú deu mais detalhes sobre o que chamou de procedimento padrão. “O objetivo era proteger os recursos de Lorenna de possível fraude, uma vez que já havia um bloqueio preventivo de sua conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa.”

O banco não disse quais elementos classificaram a conta de Lorenna como suspeita.

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