Itamaraty estuda evacuação de diplomatas no Irã e Iraque

Redação Notícias
Police officers stand guard along the street in front of the Itamaraty Palace, during Iran's President Mahmoud Ahmadinejad's meeting with Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva, in Brasilia November 23, 2009.    REUTERS/Ricardo Moraes (BRAZIL POLITICS)
Por questão de segurança, o Itamaraty evitará divulgar oficialmente para onde serão feitas as eventuais transferências. (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

O Itamaraty estuda um plano de evacuação dos diplomatas brasileiros sediados no Irã e Iraque caso a escalada de tensão com Estados Unidos se intensifique após a morte do general iraniano Qasem Soleimani. As informações são do colunista Guilherme Amado, da Revista Época.

Nesta segunda-feira (6), o Ministério das Relações Exteriores confirmou que a encarregada de negócios do Brasil em Teerã foi convocada pela chancelaria iraniana para uma reunião após o governo de Jair Bolsonaro divulgar uma nota em que defende a “luta contra o terrorismo”.

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Por questão de segurança, o Itamaraty não divulgará para onde serão feitas as eventuais realocações. Entretanto, os diplomatas, oficiais de chancelaria e assistentes de chancelaria do Iraque seriam provavelmente transferidos para o Kuwait, a Jordânia ou a Arábia Saudita. Os do Irã iriam, a princípio, para o Azerbaijão.

REUNIÃO PÓS-NOTA

Segundo o Itamaraty, a conversa com a representante brasileira foi reservada e "transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática". O MRE acrescentou que não irá comentar o conteúdo da reunião.

"Informamos que a Encarregada de Negócios do Brasil em Teerã, assim como representantes de países que se manifestaram sobre os acontecimentos em Bagdá, foram convocados pela chancelaria iraniana. A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática", disse o Itamaraty.

A convocação da diplomata brasileira em Teerã ocorreu após o Itamaraty emitir uma nota na sexta-feira sobre a morte do general iraniani Qassem Soleimani, em que manifestou "apoio à luta contra o flagelo do terrorismo".

Soleimani, considerado a segunda autoridade mais importante do Irã, foi morto na sexta-feira em um ataque dos EUA em Bagdá. Visto como "terrorista" pelo governo norte-americano, ele era um herói nacional para muitos iranianos, mesmo aqueles que não se consideram apoiadores devotos da elite clerical do país.

com informações da Reuters