Italo revela treino em “praia particular” durante a pandemia e não vê prejuízos para o surfe em Tóquio

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Italo Ferreira durante competição na Austrália em abril de 2021. Foto: Cameron Spencer/Getty Images
Italo Ferreira durante competição na Austrália em abril de 2021. Foto: Cameron Spencer/Getty Images

Enquanto muitos atletas precisaram ficar um tempo sem praticar suas atividades, por conta da pandemia de Covid-19, Italo Ferreira conseguiu se manter em atividade, mesmo com o cancelamento da temporada 2020 do mundial de surfe.

Último campeão da Liga Mundial de Surfe, em 2019, Italo seguiu a sua preparação para o retorno das competições, visando também as Olimpíadas de Tóquio, que foram adiadas em um ano. Natural de Baia Formosa, no Rio Grande do Norte, ele aproveitou que a cidade foi fechada, para treinar em um mar "exclusivo", além de montar toda uma estrutura em sua casa.

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- Eu consegui manter o surf todos os dias porque Baia Formosa foi fechada. Também montei uma academia em casa, fui me adaptando e mantive o foco no meu surf, dando o meu melhor.

Embora tenha conseguido treinar diariamente, o surfista falou sobre o prejuízo que a pandemia trouxe a ele. Não houve problemas com os patrocinadores, mas a falta de competição deixou o potiguar abalado.

- Graças a Deus, não (tive problemas com patrocínios). Porém, acho que todos, em geral, foram afetados pela pandemia. Os campeonatos foram cancelados, nossa saúde mental ficou mais abalada, mas consegui manter os meus treinos.

Mesmo sem competir por um ano, Italo não viu um prejuízo técnico para as competições de 2021, como as Olimpíadas, por exemplo. No caso do surfe, o brasileiro disse que, em geral, os atletas seguiram treinando.

- Acho que não. O circuito parou, mas os atletas em geral continuaram treinando. Eu tive o privilégio de permanecer em Baia Formosa, que ficou fechada ao público, e isso me permitiu continuar surfando e treinando.

Italo já voltou a viajar para as etapas da Liga Mundial de Surfe e revelou não ter medo de participar de outras competições, mesmo ainda não estando vacinado.

- Não, porque os países estão adotando protocolos com muita segurança e isso me deixa tranquilo para competir. Na Austrália, por exemplo, fiquei 14 dias isolado, sem nenhum contato externo, fiz exames e todos passaram pelo mesmo processo, ou seja, tudo muito seguro.

Sobre as Olimpíadas, ele não escondeu o orgulho por representar o Brasil em uma competição tão grandiosa e foi direto ao dizer que a sua meta é a medalha de ouro.

- É uma honra poder representar meu país no maior evento esportivo do mundo, ainda mais por se tratar da estreia do surf na competição, o que torna tudo ainda mais especial. Estou ansioso e muito animado para esse momento. A minha meta é conquistar o ouro olímpico para o nosso país. Estou me preparando para isso e vou dar o meu melhor para trazer essa conquista inédita pro Brasil.

Além de Italo, o Brasil terá o bicampeão mundial Gabriel Medina, como representante. O americano John John Florence e australiano Julian Wilson também estarão participando. Porém, mesmo assim, o potiguar não vê nenhum deles como o seu principal adversário na busca pelo ouro.

- Minha mente, sem dúvidas.

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