Italo Ferreira e Gabriel Medina vencem suas baterias e avançam às oitavas no Billabong Pipe Masters

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O Pipe Masters está de volta. Nesta quinta-feira, o Brasil comemorou, mas também sofreu com eliminações. Italo Ferreira, Gabriel Medina, Jadson André e Miguel Pupo avançaram e seguem na disputa pelo títlo da primeira etapa do Circuito Mundial. Por outro lado, Peterson Crisanto, Caio Ibelli, Adriano de Souza Mineirinho, Filipe Toledo, Alex Ribeiro, Yago Dora e Deivid Silva estão fora.

A Liga foi paralisada após cinco integrantes da WSL testarem positivo para a Covid-19. Nesta quinta, o evento reiniciou com ondas de até 3m de altura, mas sem torcida nas areias.

- O Sebastian é um grande competidor e um dos melhores aqui em Pipe. Tentei pegar umas boas, mas a maioria fechou. Mas estou muito feliz de ter conseguido algumas, ter vencido e de estar de volta. Está muito silencioso aqui em Pipe esse ano. Não tem ninguém na areia, mas é bom para todos assim. Tenho recebido muito apoio da minha família em casa, que tem mandado boas vibrações do Brasil - disse Italo Ferreira.

Medina, que enfrentou o australiano Morgan Cibilic e venceu de virada, também falou sobre a bateria.

- Foi uma bateria muito difícil. Não vinha nada, mudando muito o mar e difícil de saber o que o oceano ia trazer. Eu sabia que precisava de uma nota e que ainda tinha uma chance. Agradeço a Deus por aquela onda. Estou muito feliz. Estou buscando meu tricampeonato. É o meu grande sonho desde que comecei a carreira - comentou.

ELIMINADOS
Outros dois brasileiros também chegaram nas oitavas de final, mas foram derrotados nas baterias que fecharam a quinta-feira no Havaí, o paranaense Peterson Crisanto e o paulista Caio Ibelli. Peterson começou bem o dia, vencendo a briga pelas últimas vagas para a terceira fase, disputadas na repescagem. Com um tubo surfado nos segundos finais, pulou do terceiro para o primeiro lugar na bateria, ultrapassando o italiano Leonardo Fioravanti e eliminando o californiano Conner Coffin.

Peterson e Leonardo acabaram escalados nos primeiros duelos homem-a-homem da terceira fase e o italiano nem saiu da água. Mais adaptado com as condições do mar, Leonardo despachou o brasileiro Filipe Toledo por 11,00 a apenas 3,00 pontos. As baterias passaram a ter 40 minutos de duração e o paranaense entrou 20 minutos depois, inaugurando o formato “overlapping heats”. As ondas não estavam tão boas, mas Peterson achou um belo tubo nota 7,17 para eliminar outro americano, Griffin Colapinto, por 9,10 a 4,33 pontos.

Ele ainda voltou ao mar para disputar sua terceira bateria na quinta-feira, abrindo as oitavas de final novamente contra Leonardo Fioravanti. Desta vez, o italiano foi melhor e ganhou a primeira vaga nas quartas de final por 10,33 a 6,73. Apesar da derrota, Peterson Crisanto repetiu o bom nono lugar conquistado em 2019, quando igualmente foi barrado nas oitavas de final, pelo defensor do título do Billabong Pipe Masters, Italo Ferreira.