Itália diz que pedido de prisão de Robinho não foi feito porque PF não o localizou

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Robinho é um dos grandes ídolos da história do Santos. Foto: Miguel Schincariol/Getty Images
Robinho é um dos grandes ídolos da história do Santos. Foto: Miguel Schincariol/Getty Images

Reportagem do portal Uol afirma que a justiça italiana está aguardando a Polícia Federal brasileira notificar a localização de Robinho e de Ricardo Falco para dar prosseguimento com os trâmites judiciais relacionados à condenação de ambos a nove anos de prisão por crime de estupro de grupo ocorrido em 2013, em Milão.

Uma fonte da justiça do país europeu afirmou que "enquanto não receberem da Polícia Federal o aviso de que Robinho e Falco foram localizados, não podem prosseguir com o pedido de extradição ou com o pedido de transferência de execução de pena''.

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Na mesma matéria assinada pela jornalista Janaina Cesar, a assessoria de imprensa da PF não retornou sobre o motivo da demora ou qual o procedimento adotado pela entidade até o momento para localizar o ídolo do Santos.

Apenas se posicionou dizendo que "por se tratar de nacional brasileiro, não poderá ser extraditado, tendo em vista a extradição de nacionais ser vedada por nossa Constituição, e nos termos do Artigo VI do Tratado de Extradição firmado entre Brasil e Itália".

O comunicado enviado à reportagem ainda informa "que é possível à Itália solicitar a persecução penal do caso no Brasil, pelos canais de cooperação jurídica internacional e nos termos do mesmo Artigo VI do Tratado de Extradição firmado entre os dois países".

Os dois brasileiros foram condenados, em última instância, sem possibilidade de recurso, em 19 de janeiro pela Corte de Cassação, a terceira instância da justiça italiana. Já no dia 15 de fevereiro, o Ministério Público de Milão emitiu o pedido de prisão internacional para espera de extradição. Com isso, os nomes de Robinho e de Falco foram parar na lista vermelha da Interpol.

Apesar da Polícia Federal não ter informado o paradeiro do ex-jogador, é sabido que Robinho segue morando em imóveis dos quais é proprietário, em Santos e no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Jacopo Gnocchi, advogado da vítima, disse que acredita que a demora na prisão se trate de um problema de lentidão burocrática.

"Espero que seja um problema ligado à lentidão da burocracia e não uma tentativa de atrasar a execução de uma sentença justa. Tenho máxima confiança nas autoridades brasileiras", disse Gnocchi que deve voltar ao caso, agora tentando a reabertura do processo, contra os outros homens que participaram do crime, mas que por terem deixado a Itália antes das investigações, não foram acusados oficialmente.

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