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Isaquias lembra de estreia na Rio-2016: 'Não vem nenhum ET de Marte'

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Fazendo sua primeira participação em Olimpíadas, Isaquias Queiroz foi o grande nome do Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, conquistando três medalhas - duas pratas e um bronze - na canoagem, se tornando o primeiro atleta brasileiro a alcançar esse feito. Mas mesmo sendo sua estreia nos Jogos, não dá para dizer que ele via algo extremamente diferente nas águas fluminenses.

"Normalmente a gente que é atleta tem a primeira lembrança assim 'Ah, vou competir. Vai ser pressão, vai ser uma coisa fora de série, uma coisa fora do que a gente imagina'. Antes de eu imaginar que ia participar de uma Olimpíada, vamos dizer lá em 2013, por ali. Só que depois, quando meu treinador chegou, o Jesus Morlan, ele chegou a ensinar pra gente que a Olimpíada é a mesma coisa que um Mundial, uma Copa do Mundo", conta Isaquias em entrevista ao Yahoo Brasil. "Os atletas que eu vou competir nas Olimpíadas, não vai vir nenhum ET de Marte. Não vai vir nenhuma pessoa que você não conhece. Os atletas que vão estar na Olimpíada são os que você conhece de todos os campeonatos. Diferente até de uma natação as vezes, a natação tem vários campeonatos, em uns um atleta vai, no outro não vai, e acaba chegando na Olimpíada bem. É diferente, né."

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Antes dos Jogos, Isaquias não era tão conhecido pelo público geral, mas já era visto como esperança de medalha pelos especialistas esportivos. Porém, mesmo sendo bastante condecorado nos anos anteriores ao Rio, o canoísta não era visto como uma pessoa que poderia trazer três medalhas, justamente porque acreditavam que o peso da estreia no maior evento do mundo causaria problemas ao baiano.

"A mídia falava muito meu nome em relação a possibilidade da primeira medalha olímpica na canoagem do Brasil e talvez na possibilidade de um atleta ganhar três medalhas olímpicas", relembra o atleta. "E eu sempre ouvia 'Ah, não. O Isaquias não tem chance de ganhar três medalhas. Vou botar ele como chance de ganhar duas porque a primeira Olimpíadas é mais complicado, mais pressão'. E eu ficava animado quando eu via eles falando isso, que não acreditava, e falava 'Ah, isso mesmo, não acredita porque eu vou surpreender todo mundo'." 

Isaquias faz questão de ressaltar que não achou que ninguém duvidava de seu potencial, até porque uma primeira participação olímpica realmente pode ser complicada. Mas por causa de todo o trabalho, ele, a equipe da canoagem e a confederação brasileira acreditavam que era uma meta possível.

Em Tóquio, o canoísta pode fazer história mais uma vez. Com mais duas medalhas, ele pode empatar com Robert Scheidt - caso o velejador não vá ao pódio no Japão - como maior medalhista da história do Brasil.

"Toda vez que eu penso nos Jogos Olímpicos, eu penso nessa parte que já era pra eu tá com a medalha de ouro no peito. Mas Deus sabe o que faz e a gente está treinando firme e forte para Tóquio", conta Queiroz. 

Se não acreditarem o suficiente nele em 2016 foi um combustível, para 2021 a história é totalmente diferente: agora é a pressão que serve como um estímulo ao atleta de 27 anos. 

"A questão de pressão acho que foi um combustível a mais, eu acabei gostando disso. E acabo gostando, eu acho que isso tá me motivando cada dia mais, principalmente agora pra Tóquio. A possibilidade de se tornar um dos maiores atletas olímpicos do Brasil, ganhar cinco medalhas", diz o baiano.

Em Tóquio, Isaquias entra na água pela primeira vez no dia 1º de agosto, às 22h (horário de Brasília), para a priva do C-2 1000m, ao lado de Jacky Goodman.

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