Irritado, Eduardo nega racha e diz: “Se eu sair, será de cabeça erguida”

Os ânimos estavam exaltados após mais uma vitória heroica do Palmeiras na Copa Libertadores sobre o Peñarol. Além da confusão em campo, que motivou declarações fortes do presidente Mauricio Galiotte e do diretor de futebol Alexandre Mattos, o técnico Eduardo Baptista mostrou nervosismo na entrevista coletiva.

O motivo da irritação do técnico, que gritou nas repostas, foi uma notícia divulgada por um blogueiro de que ele escalaria o atacante Róger Guedes à pedidos do diretor Alexandre Mattos, que seria pressionado pelo agente do atleta. Além disso, o boato indicava que o treinador teria brigado com o atacante Róger Guedes antes da partida semifinal do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta. A versão oficial do clube é de que o jogador teve problemas físicos.

“Colocaram algumas coisas sobre a minha pessoa que vão além do campo, além da parte tática. Eu escutei de uma pessoa importante, um cara de que sou fã, que o Róger Guedes jogou contra a Ponte Preta porque o Alexandre Mattos escalou, que eu era um treinador ‘maleável’. Eu sou um cara sério, batalhei para estar aqui e exijo respeito! Essa pessoa não falou a fonte. O Willian não jogou contra a Ponte porque ele ficou uma semana sem treinar, só treinou quatro horas antes. Se cobrou tanto em 2014, após a Copa do Mundo, que os treinadores estudassem, e estou vendo um monte de treinador surgindo. As pessoas têm de ter responsabilidade. Se tiver a fonte, fala a fonte, fala quem falou”, disse o técnico, gritando durante a resposta.

“Você pode questionar uma substituição, uma escalação, eu respeito isso. Mas vocês conhecem a minha família, me conhecem como homem, conhecem meu pai, e eu respeito vocês. Falar mentira, falar que eu sou maleável, isso é ofender o homem. Você não foi leal! Fala quem foi a fonte! Quando você dá uma notícia, fala de onde veio! Porque você está falando com um cara sério aqui dentro, que dá a vida trabalhando”, completou.

O treinador ainda falou sobre os boatos de que o elenco palmeirense estaria rachado. O factoide indicava que o grupo de jogadores se separou pela exigência de Róger Guedes ser titular, e que a bronca de Felipe Melo no atacante teria esse motivo.

“Não tem mimimi, não tem briga, não tem p… nenhuma! Pode falar o que for, pode criticar o que for. Futebol hoje está parecendo revista de fofoca. O futebol está acima e eu procuro estar acima. Chega uma hora que ofende o homem, e eu sou homem para c… Se eu cair, se amanhã eu sair, será de cabeça erguida, saio olhando no olho de cada um. Eu não tenho fontes que não posso informar, minha fonte é o dia-a-dia, é o trabalho. É muita gente que fala de futebol e não sabe o que diz, aí ataca um homem, ataca um cara como o Felipe, um exemplo como Felipe Melo é, um cara profissional. Pode até me criticar, mas eu vou falar, é o momento que tenho para falar. A partir de hoje não adianta perguntar de pressão, se o Róger brigou… Quer falar comigo, pergunta de futebol, senão vai queimar pergunta”, finalizou o treinador.