Irmãos da Copa do Mundo: veja as seleções que têm jogadores com o mesmo sobrenome no elenco

Ao melhor estilo “sincerão”, Eden Hazard já disse nesta Copa do Mundo que a Bélgica de 2018 — da qual ele também faz parte — “era melhor” do que a seleção atual, que se um jogador como Neymar não quiser sofrer faltas “é só não pegar a bola”, e que a Alemanha “teria se saído melhor se não fizesse manifestações (políticas) e vencesse”. Hazard, que será titular da criticada seleção belga contra Marrocos, neste domingo, às 10h, pode desagradar quase todo mundo, exceto um colega de equipe: Thorgan, reserva da Bélgica e um dos exemplos das parcerias entre irmãos no Mundial do Catar.

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Mesmo com questionamentos sobre a forma física e técnica de Eden Hazard, 31 anos e reserva do Real Madrid há duas temporadas, ele segue incontestável para Thorgan, de 29 anos. Na última Eurocopa, Thorgan marcou o gol da classificação belga nas oitavas de final e ainda assim apontou o irmão mais velho como “craque do jogo”. Segundo uma reportagem do tabloide belga “Humo”, os irmãos começaram juntos no futebol, mas “Eden era tão talentoso que nem precisava treinar, enquanto Thorgan tinha menos talento, mas insistiu em seguir seus passos”.

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Habilidades à parte, Thorgan ainda espera reeditar a parceria com o irmão em campo nesta Copa. Esta "receita de família" é uma das alternativas à disposição do técnico da seleção belga, Roberto Martínez, que admitiu ter considerado o Canadá melhor em campo no duelo entre as duas equipes na estreia. A Bélgica, mesmo com a "necessidade de jogar melhor e evoluir", nas palavras de Martínez, venceu os canadenses por 1 a 0.

Thorgan disputa posição na ala-esquerda da Bélgica com Yannick Carrasco, mas perdeu espaço na seleção nos últimos tempos e não participou da estreia. Caso seja acionado contra Marrocos, certamente conta com um roteiro mais feliz do que outras combinações familiares tiveram até agora no Catar.

Os irmãos Vanja, goleiro, e Sergej Milinkovic-Savic, meio-campista, ambos titulares da Sérvia, estrearam com derrota para o Brasil. Na França, o lateral-esquerdo Theo Hernandez, de 25 anos só tornou-se titular porque o irmão e também lateral, Lucas, de 26, rompeu ligamentos do joelho na estreia contra a Austrália e teve de ser cortado do Mundial — ele já deixou o Catar e passou por cirurgia na última sexta-feira, na Áustria.

Na seleção de Gana, o meia-atacante André Ayew, de 32 anos, foi substituído pouco depois de balançar a rede contra Portugal, na última quinta-feira, e viu o irmão, Jordan, de 31, que havia entrado em seu lugar, ser desarmado nos dois lances que originaram os gols seguintes da vitória portuguesa.

— No futebol, você acaba pagando por seus erros. Os dois últimos gols de Portugal foram tão rápidos que não conseguimos nos recuperar — lamentou André em entrevista coletiva após o jogo, evitando criticar diretamente o irmão; no ano passado, ele encheu o caçula de elogios após uma vitória sobre a África do Sul, quando declarou que a seleção se beneficiaria “se tivéssemos dois Jordans em campo”.

Outro titular ganês, o atacante Iñaki Williams, de 28 anos, também está com o irmão no Catar, mas não exatamente ao lado dele: seu caçula, Nico, de 20 anos, optou por defender a Espanha, país em que ambos cresceram após seus pais migrarem para a Europa. As duas seleções podem se cruzar a partir das quartas de final, caso avancem, e proporcionar uma partida que seria capaz de, ao menos temporariamente, dividir a família:

— Ele já sabe, (a família fica) sempre com o mais velho — disse Iñaki, antes da Copa, em entrevista ao jornal espanhol "Marca", referindo-se a Nico. Uma provocação sadia entre irmãos.