Investigadores não veem crime de Bolsonaro em trocas na PF

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BRASILIA, BRAZIL - MAY 15: The President of Brazil Jair Bolsonaro waves to his supporters amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on May 15, 2020 in Brasilia. Brazil has over 202,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 13,993 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - MAY 15: The President of Brazil Jair Bolsonaro waves to his supporters amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on May 15, 2020 in Brasilia. Brazil has over 202,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 13,993 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

A investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre as substituições na PF (Polícia Federal) pode ser arquivada a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Pela avaliação de investigadores que atuam no caso e entrevistados pelo jornal O Estado de S. Paulo, não foram encontradas provas concretas que incriminem Bolsonaro, acusado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de tentar interferir politicamente no comando da PF. A fala do ex-juiz, para parte da equipe, provocam mais estrago político do que jurídico para o presidente.

Segundo quatro fontes que falaram sob condição sigilosa, não ressoa na cúpula da PGR a avaliação de que é “devastador” o vídeo da reunião em que Bolsonaro disse: “Não vou esperar f... minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança [...] Vai trocar [...] e ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”.

Logo após Moro acusar o presidente ao deixar o governo, Aras pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a apuração dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra. Tanto Bolsonaro quanto o próprio Moro são alvos da investigação.

Em parecer encaminhado ao Supremo na noite de quinta-feira (14), Aras se posicionou contra a divulgação total do vídeo da reunião. Segundo o procurador-geral da República, tornar público todo o material “o converteria em arsenal de uso político, pré-eleitoral, de instabilidade pública e de proliferação de querelas e de pretexto para investigações genéricas sobre pessoas, falas, opiniões e modos de expressão totalmente diversas do objeto das investigações”.

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