Flamengo com o Galo na briga contra favorito Inter

Mauro Beting
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Gabriel Barbosa FOTO Silvio Avila/Getty Images

Foram 10 chances rubro-negras do visitante contra apenas uma do Sport em péssima fase e apenas lutando contra o rebaixamento na última vaga que ainda parece estar em disputa contra a degola.

Foi o tempo mais consistente do Flamengo com Rogério Ceni. E talvez não tenha sido mais pelo natural pé tirado do acelerador com o acúmulo de jogos que debilita até elenco rico em opções como o do ainda vivo campeão brasileiro de 2019. O Fla vive. E muito. O Inter segue favorito pela matemática, pelos pontos, pelos resultados melhores do que o próprio desempenho contra rivais que eu já acreditei muito mais, como Flamengo e Atlético Mineiro.

A sequência de 11 jogos invicto, 10 vitórias em duas competições, e 9 só no Brasileirão é histórica e parecia impensável depois da queda de Coudet, da chegada de Abelão, e dos maus resultados iniciais. Mas a atual estabilidade em velocidade de Inter em céu vermelho como as ruas de fogo ainda credencia o tetra colorado mais que o enorme potencial rubro-negra, e as boas possibilidades de um Galo ainda na briga que promete seguir até a última rodada.

O futebol mais encantador e desequilibrante ainda é do Flamengo. Quase toda a ótima vitória (e são duas como visitante) dão a impressão de que agora vai, deixaram chegar, o campeão voltou. Mas o próprio Flamengo engata algumas rés de perder o embalo e a fé. Por isso ainda patina. E pode mesmo não chegar por isso.

Só que o futebol brasileiro, há um mau tempo, impede opiniões defintivas e firmes. Por nenhuma equipe (exceto o próprio Flamengo de Jorge Jesus) conseguir se impor. Ser firme e peremptória em qualquer campo.

O BR-20 seguirá indefinido até provavelmente a última rodada. O que será ótimo em emoção depois do mais sofrível início de um Brasileirão. Não apenas pela pandemia que explica muito do nível. Mas não tudo.