Inter celebra acordo com três investidores para o futebol feminino

Divulgação/João Callegari


O Internacional, que disputa o Brasileirão Feminino, fechou com três novas empresas que irão apoiar o futebol feminino do Colorado. A Marquespan Alimentos, empresa número um no mercado de panificação congelada no Brasil, fechou contrato de um ano de patrocínio e irá estampar sua marca na parte de trás da camisa de jogo do time. Além disso, a Faculdade Sogipa e a Preventiva selaram parcerias com o clube gaúcho para exibirem seus símbolos na parte traseira das camisas de treino.

Dentro das quatro linhas, o time feminino do Inter tem dado muitas alegrias ao torcedor. Na categoria principal, as Gurias Coloradas ocupam o segundo lugar do Brasileirão, com 19 pontos, mesma quantidade do Palmeiras, líder do torneio. Além disso, pela base, o clube gaúcho sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17 no início do mês, após vencer o Santos por 2 a 1, no jogo de volta da final. Na ida, o Colorado bateu o Alvinegro por 1 a 0.

'No cenário nacional, é notável a ascensão do futebol feminino do Inter. A recente conquista inédita da categoria Sub-17 e a atual segunda colocação no Campeonato Brasileiro A1, onde estamos empatados em pontos com o primeiro colocado, corroboram isso. As parcerias comerciais enxergam o clube como um excelente investimento para a sua marca. Cada novo patrocínio e parceria, como os acertados recentemente com Marquespan, Faculdade Sogipa e Preventiva, são a prova de que a modalidade está sendo bem administrada e renderá frutos para o clube dentro e fora de campo', ressalta Jorge Avancini, vice-presidente de Marketing do Inter.

Para Fabio Wolff, diretor da Wolff Sports & Marketing e um dos organizadores do Brasil Ladies Cup, competição de futebol feminino que reúne grandes clubes do Brasil e da América do Sul, o desenvolvimento do futebol feminino atrai novos patrocínios e parcerias.

'O desenvolvimento do futebol feminino tem proporcionado um número maior de empresas interessadas em investir na modalidade. Prova disso, por exemplo, é o Internacional com três novos patrocinadores. Esses apoios ajudam no fortalecimento do esporte e irão evoluir de forma conjunta ao desenvolvimento da categoria', explica Wolff.

Além do Internacional, outros clubes brasileiros estão trabalhando para aumentar a competitividade dos elencos femininos. Aumento de investimento por parte das instituições desportivas e patrocínios externos são maneiras encontradas pelas equipes para atingir melhores resultados e estruturas de treinamento.

Em março deste ano, a diretoria do Cuiabá anunciou que aumentaria o capital destinado para o time feminino. Cristiano Dresch, vice-presidente do clube Mato-Grossense, comenta sobre os planos para o futuro da modalidade: 'O projeto do futebol feminino começou na temporada do ano passado. Creio que temos obtido sucesso até aqui. Para 2022, nosso time terá a agenda cheia e iremos ampliar a verba para a categoria. Esperamos ter uma equipe cada vez mais competitiva'.

A dupla Fla-Flu faz parte das equipes que encontraram patrocinador para o time de futebol feminino. Em março deste ano, o Flamengo anunciou o projeto "Elas Jogam" em parceria com o Mercado Livre. O programa é sobre um kit com brindes, produtos e uma carta que assegura bolsa integral para a escola do Flamengo. Além disso, a empresa também estampa sua marca nas costas do uniforme das atletas rubro-negras.

Pelo lado Tricolor, em fevereiro de 2022, o clube comunicou o acordo com a Universidade de Vassouras. O contrato, válido até o fim do ano, garante à instituição de ensino, que é a primeira patrocinadora máster da história do futebol feminino do Fluminense, a exposição no uniforme em todos os torneios da temporada.

Armênio Neto, especialista em geração de receitas na indústria esportiva, comenta sobre o progresso da modalidade: 'O futebol feminino está, definitivamente, entrando no radar das grandes empresas. A gente percebe que há mais interesse das companhias em apoiar as equipes. Podemos observar o desenvolvimento dentro e fora das quatro linhas. Não é algo momentâneo, é uma tendência', finaliza Neto.

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