Intensidade e jogo lateral: como joga o Cuiabá, adversário do Botafogo

Sergio Santana
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O adversário do Botafogo nas oitavas de final da Copa do Brasil é um projeto recente e que vem colhendo frutos de sucesso. O Cuiabá foi fundado em dezembro de 2001 e começou a ter relevância nacional dez anos depois, quando disputou a Série D. Em 2020, jogará as oitavas de final da Copa do Brasil pela primeira vez na história.

Atual terceiro colocado da Série B, o Cuiabá chega para o confronto no pior momento coletivo desde o retorno das competições em detrimento à pandemia do novo coronavírus. O Dourado passa por uma sequência de três partidas sem vencer, algo que ainda não tinha acontecido na temporada.

A equipe comandada por Marcelo Chamusca tem um estilo de jogo definido: busca chegar ao gol adversário com rapidez. Por isto, é um time com uma transição ofensiva marcada por velocidade e com muitos jogadores correndo de uma metade do campo para outra para tentarem criar um lance com superioridade numérica.

O time gosta de ter a bola, mas a busca não é por apenas dar toques para o lado. É um jogo vertical, focado principalmente nas laterais do campo. Os números provam: o Cuiabá é apenas a 11ª equipe com maior posse de bola (50,4%) e na média de passes certos por partida na atual edição da Série B.

- O Cuiabá é um time de intensidade do início ao fim do jogo. Gosta muito de, trabalhar a posse, é um time de transição muito rápida da defesa para o ataque. Trabalha demais pelas laterais, principalmente com o Hayner, o lateral-direito que apoia muito. Na esquerda, o time oscila muito - analisou Derik Bueno, setorista do Cuiabá na "TV Centro América", ao LANCE!.

- Transição rápida, gosta de jogar pelas laterais, os dois jogadores de ponta, tanto da esquerda quanto na direita, gostam de chegar ao ataque. Mesmo tendo um homem de referência, os gols geralmente saem geralmente dos pés do Elvis, o meia central - completou o jornalista.

O Dourado aproveita os caminhos pelos lados do campo também para alçar bolas na área. O Cuiabá é o segundo time que mais acerta cruzamentos na Série B - em média, são 5.3 cruzamentos precisos por jogo na competição, atrás apenas do Cruzeiro, com 6.6.

DESTAQUES INDIVIDUAIS
Hayner
: o lateral-direito é uma das armas ofensivas do Cuiabá. Comum aparecer no ataque em arrancadas vindas do campo defensivo. É o quarto jogador com mais interceptações na Série B - 37 ao todo.

Élvis: jogou no Botafogo em 2015. O meio-campista é o responsável pela criação do Dourado, fica centralizado e é o maior assistente da segunda divisão com seis passes para gol.

Maxwell: ficou por detalhes de assinar com o Alvinegro no ano passado, quando atuava pelo Resende. É o artilheiro da equipe na temporada, com 14 gols. Atua pelo lado esquerdo do setor ofensivo mas, pelos desfalques, pode ser deslocado para a referência.

HOME - Treino do Botafogo - Elvis (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)
HOME - Treino do Botafogo - Elvis (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

Lembra dele? Elvis é um dos destaques do Cuiabá (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

DESFALQUES
Marcelo Chamusca terá que coçar a cabeça para escalar o Cuiabá contra o Botafogo. Pelo regulamento da Copa do Brasil, o treinador não poderá contar com sete jogadores que já jogaram a competição por outra equipe.

Além disso, quatro jogadores não atuaram contra o Sampaio Corrêa, no último sábado, por sentirem dores musculares. A não ser que atuem no "sacrifício", a lista de desfalques do Cuiabá deve ultrapassar os dez nomes:

Já jogaram a Copa do Brasil: Éverton Sena (zagueiro), Luiz Gustavo (zagueiro), Marcinho (meia), Felipe Marques (atacante), Felipe Ferreira (atacante), Jenison (atacante) e Élton (atacante).

- Desses, o Felipe Ferreira ganhou a vaga de titular no começo da Série B, o Élton vinha jogando há quatro rodadas seguidas e o Luiz Gustavo não é titular absoluto, mas, com as lesões, está sendo bem utilizado - afirmou Derik.

Possíveis lesionados: Lenon (lateral-direito), Romário (lateral-esquerdo), Auremir (volante) e Rafael Gava (volante).

O Cuiabá joga com um centroavante de referência. Sem poder contar com Élton e Jenison, contudo, Marcelo Chamusca será obrigado a realizar mudanças táticas no esquema do Dourado: seja para improvisar um jogador na posição ou mudar o esquema.