Instrutores de escolinhas esportivas recebem alvará para atuar na na orla da Barra

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RIO — Cerca de 50 instrutores de escolinhas de diferentes modalidades receberam alvará para utilização do espaço na Praia da Barra nesta quinta-feira (23). A ação faz parte do projeto de ordenamento da orla da cidade pelo Comitê de Qualificação dos Espaços Públicos para a Prática Desportiva e de Lazer. O grupo, criado em abril, conta com representantes das secretarias municipais de Esportes e Lazer, Ordem Pública e do Meio Ambiente e da Subsecretaria de Promoção de Eventos, ligada à Secretaria de Governo e Integridade Pública.

Até o momento, a Secretaria de Esportes e Lazer recebeu cerca de 500 pedidos de alvarás para práticas esportivas. Destes, 150 foram para a Barra da Tijuca, onde 50 foram concedidos e entregues nesta quinta-feira e cem estão em análise. Num mapeamento que vinha sendo feito desde janeiro, havia cerca de 75 pontos de atividades esportivas listados no bairro.

Para conceder a licença, o Comitê analisa entre outros critérios se a escolinha tem professores registrados no Conselho Regional de Educação Física (Cref), há quanto tempo está em atividade, quantos alunos tem e se já foi alvo de reclamações.

Instrutores comemoraram a conquista do documento.

— A ideia de ter um alvará é antiga, sempre foi uma intenção da associação e da federação de surfe para regularizar as atividades. O esporte passou por uma evolução e vem sendo cada vez mais reconhecido; é necessária essa organização, principalmente neste momento em que o Brasil se destaca em todas as modalidades — diz Daniel Friedmann, campeão de surfe e criador da Surf Academy. — O alvará facilita nosso trabalho e nos permite realizá-lo legalmente, o que dá um crédito muito grande a todas as escolinhas cadastradas. Não é apenas receber o alvará; nós estamos nos comprometendo a seguir regras e condutas de segurança

A tetracampeã brasileira de surfe Andréa Lopes, criadora da Andrea Lopes Surf School, destacou a preocupação com a segurança e a importância do alvará para todos os praticantes de atividades esportivas.

— Sou surfista há 32 anos e decidi abrir uma escola de surfe em 2014. Até então a única certificação que tínhamos era do curso de salvamento do Sobrasa. Víamos muita coisa perigosa no mar, pessoas não qualificadas, e a Associação Carioca de Escolas de Surfe se juntou a outras pessoas para organizar as atividades. O único histórico de alvará de escolinhas de surfe foi em 2009, quando eu ainda não tinha a minha. Depois disso, era muita dificuldade para se regularizar. Agora, a Secretaria de Esportes delegou uma pessoa para conhecer e mapear escola por escola. A parceria foi muito bem construída. Nossa parte foi apresentar o mundo do surfe e as escolas que estavam cadastradas e seguiam o protocolo de segurança que nós impomos na associação — conta Andrea Lopes.

O Comitê já havia concedido 45 alvarás em Copacabana e Ipanema. A Secretaria de Esportes e Lazer afirma estar mapeando outros locais onde há prática esportiva, como Flamengo, Botafogo, Urca, Lagoa, Orla de Sepetiba e entorno do Estádio Nilton Santos e do Maracanã, além de praças públicas espalhadas pela cidade.

*Estagiário, sob supervisão de Lilian Fernandes

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