Estudo diz que Instagram será principal fonte de fake news na eleição de 2020

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Instagram se tornou campo de disseminação de ódio, segundo publicação da revista “The Atlantic”. (Foto: AP Photo/Jenny Kane)
Instagram se tornou campo de disseminação de ódio, segundo publicação da revista “The Atlantic”. (Foto: AP Photo/Jenny Kane)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo da Universidade de Nova York afirma que Instagram tem mais potencial para espalhar desinformação nas eleições de 2020 nos Estados Unidos.

  • O Instagram criou mês passado uma ferramenta para permitir novos usuários reportarem informações falsas na plataforma.

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Um estudo da Universidade de Nova York apontou que o Instagram é das redes sociais com mais potencial para espalhar desinformação nas eleições de 2020 nos Estados Unidos.

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A informação é do portal UOL, segundo o qual o estudo considerou os perigos de notícias falsas para as próximas eleições americanas e sublinhou que o problema do Instagram é que, por ser uma rede social orientada a imagens, é alvo fácil para deepfakes e memes enviesados.

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De acordo com a publicação, o Instagram “não recebeu tanta atenção no contexto de desinformação como o Facebook, Twitter e YouTube, mas teve um papel maior nas manipulações das eleições russas de 2016 do que as pessoas podem imaginar”.

Elaborado pelo Comitê de Inteligência do senado dos EUA, outro relatório afirma que entre 2015 e 2018 aconteceram 187 milhões de interações com conteúdo criado pelo governo russo no Instagram. O número foi mais do que o dobro do Facebook (77 milhões) e do Twitter (73 milhões).

Publicação da revista “The Atlantic” ressalta de que maneira o Instagram se tornou campo de disseminação de ódio.

"A plataforma é, provavelmente, onde a próxima grande batalha sobre desinformação será travada. E ainda assim, a rede escapou do debate público", destaca a reportagem. Os pesquisadores da Universidade de Nova York advertem: "Com as próximas eleições chegando, serão necessárias muita discussão e crítica".

O Instagram criou mês passado uma ferramenta para permitir novos usuários reportarem informações falsas na plataforma. O conteúdo denunciado é avaliado por uma equipe de checagem de fatos, e, caso seja considerado falso, não será promovido, mas continuará disponível na plataforma.

Segundo a empresa, políticas para remoção completa de conteúdos de "extrema desinformação" estão em estudo.

"Nós desenvolvemos ferramentas mais inteligentes, mais transparência e parcerias mais fortes para identificar de forma mais eficiente novas ameaças, impedir indivíduos maliciosos e reduzir a disseminação de informações falsas. Nós sabemos que a segurança nunca está pronta e não podemos fazer isso sozinhos, então estamos trabalhando com legisladores e experts de fora para garantir que continuaremos a melhorar", afirmou Tom Reynolds, porta-voz do Facebook, ao The Hill.

Brasil é citado como exemplo de perigos do WhatsApp

Também o WhatsApp foi apontado pela publicação da Universidade de Nova York como ferramenta perigosa para espalhar fake news.

Para os pesquisadores, como no WhatsApp a desinformação é disseminada por pessoas que o usuário conhece, as mentiras parecem ter mais credibilidade.

A publicação mencionou a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) em 2018, no Brasil, e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Mondi, como consequências de fake news espalhadas pelo WhatsApp.

Ainda conforme a publicação, o principal perigo do WhatsApp é a possibilidade de uma pessoa encaminhar uma mentira para várias outras de uma vez. Por outro lado, os estudiosos elogiaram a plataforma por, após as eleições brasileiras, ter limitado o alcance do encaminhamento de mensagens.

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