Após instabilidade, Rodriguinho e Cueva tentam guiar rivais à decisão

Rodriguinho e Cueva são os articuladores centrais de Corinthians e São Paulo, novamente adversários neste domingo, em Itaquera, onde estará em jogo uma vaga na decisão do Campeonato Paulista. Em comum, os meias têm um ligeiro e recente período de instabilidade após adquirirem status de imprescindíveis para os seus times.

Há uma semana, por exemplo, Rodriguinho só convivia com elogios. Ele marcou o segundo gol corintiano da vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo com um chute de fora da área, no Morumbi, e ajudou a preencher a grade de programação de diversas emissoras dedicadas ao esporte. A situação mudou na quarta-feira.

Ao pedir ao técnico Fábio Carille para não bater pênalti diante do Internacional, que venceu a disputa com o Corinthians em Itaquera e avançou às oitavas de final da Copa do Brasil, Rodriguinho voltou a lidar com críticas. O atleta alegou que estava desgastado fisicamente e sem confiança ao deixar a missão de cobrar penalidades para novatos como o volante Maycon e o lateral esquerdo Guilherme Arana.

“É um sentimento muito ruim”, definiu Rodriguinho, que completará 100 apresentações como corintiano no Majestoso. “Agora, temos um jogo muito importante contra o São Paulo. Devemos ficar tristes, sim, com a eliminação, mas colocar a cabeça na partida de domingo. A vantagem é muito boa, com possibilidade de ganhar e ir para a final, então vamos entrar focados para não acontecer uma zebra”, acrescentou.

No mesmo dia em que Rodriguinho evitou a cobrança de pênalti – e também não chamou a atenção com a bola rolando –, Cueva foi mais um a deixar a Copa do Brasil. O armador peruano esteve apático na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, que decretou a eliminação do São Paulo, assim como já havia ocorrido diante do próprio Corinthians, no último fim de semana.

Tal qual Rodriguinho, que se queixa de dores no joelho esquerdo desde a pré-temporada, Cueva não se encontra na sua melhor forma física. Ele se recuperou recentemente de uma lesão muscular na coxa esquerda e ainda não foi aquele jogador cuja ausência (defendeu o Peru nas Eliminatórias para a Copa do Mundo) o técnico Rogério Ceni lamentava.

“O time pode andar sem o Cueva, mas prefiro andar com o Cueva”, dizia Ceni, que não contou com o meia no empate por 1 a 1 com o Corinthians da fase de grupos do Campeonato Paulista. “Quando o Cueva não joga, a tendência é cair um pouco o setor de criatividade”, reconhecia.

O Corinthians sabe bem como Cueva pode ser decisivo. Se já comemorou gol de Rodriguinho sobre o São Paulo, o time do Parque São Jorge também teve o peruano como algoz. Ele marcou um gol de pênalti na igualdade por 1 a 1 do primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2016 e fez gesto de silêncio à torcida mandante em Itaquera. No returno, no Morumbi, comandou uma goleada por 4 a 0 no Morumbi com mais uma cobrança de penalidade, com paradinha, e ainda deu três assistências.

Neste novo Majestoso, o São Paulo depende bastante da ressurreição de Cueva para reverter a vantagem do seu grande rival nas semifinais do Campeonato Paulista. Pelo Corinthians, Rodriguinho espera ser aquela atleta que despertou cobiça do Fenerbahce, da Turquia, e fez por merecer valorização salarial em seu clube para deixar logo no passado o tropeço na Copa do Brasil.