Insatisfeita com saída de Moro, 'bancada da bala' pede ministério a Bolsonaro

Jair Bolsonaro está preocupado com o apoio no Congresso (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Jair Bolsonaro está preocupado com o apoio no Congresso (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

A saída de Sergio Moro do governo desagradou a 'bancada da bala’, uma das principais bases de apoio de Jair Bolsonaro (sem partido). O grupo de 300 parlamentares pediu ao presidente a recriação do Ministério da Segurança Pública, que havia sido unido à pasta da Justiça com o ex-juiz no comando.

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A bancada da bala chegou inclusive a discutir seu desembarque do governo, segundo o coordenador da frente, o deputado Capitão Augusto (PL-SP). "Ficam cicatrizes e mantemos contrariedade com a saída de Sergio Moro, mas temos que pensar na segurança", afirmou o parlamentar em entrevista ao portal 'UOL'. "Vamos pedir a divisão para que seja recriado o Ministério da Segurança e faremos uma indicação de quem achamos ser a pessoa ideal para estar a frente da pasta", disse Augusto.

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Preocupado com a rejeição no Congresso, Bolsonaro tem se reunido com caciques do chamado centrão (DEM, PP, PL, PSD, MDB, Republicanos e Solidariedade) e oferecido cargos em troca de apoio político. Nesta semana, outro partido protocolou um pedido de impeachment: PSL, sigla que elegeu o presidente.

Moro deixou o Ministério da Justiça na última sexta-feira (24) acusando Bolsonaro de querer exonerar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Maurício Valeixo, para ter acesso às investigações, em clara interferência política. O presidente, horas depois, disse que o ex-ministro condicionou a saída de Valeixo a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

À noite, o "Jornal Nacional" exibiu uma troca de mensagens entre Moro e Bolsonaro que, segundo o ex-ministro, seriam a prova de que falava a verdade sobre a tentativa do presidente de interferir na PF. Na conversa por WhatsApp divulgada pela Globo, o chefe do Executivo enviou ao então ministro uma notícia do site "O Antagonista" intitulada "PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas". Em seguida, o presidente escreveu: "Mais um motivo para a troca".

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