Infantino pede "solidariedade" aos clubes para jogos de seleções

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O presidente da Fifa Gianni Infantino disse ter escrito ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para tratar do assunto

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu nesta quarta-feira que haja "solidariedade" no sentido de que os jogadores possam se juntar às suas seleções na janela de setembro, algo a que clubes ingleses, espanhóis e italianos se opõem por medo do risco de quarentenas devido à situação sanitária.

"Peço a solidariedade de cada federação membro, de cada liga e de cada clube", declarou o dirigente em um comunicado, garantindo que "a liberação dos jogadores para as próximas janelas internacionais é um assunto cuja urgência e importância são primordiais".

As palavras de Infantino apontam particularmente para a postura dos clubes da Premier League inglesa, após o anúncio na terça-feira de que se oporiam a liberar seus jogadores cujos países estão classificados dentro da 'zona vermelha', onde a circulação do novo coronavírus e suas variantes é considerado muito alto pelo governo britânico. Este último impõe uma quarentena de dez dias a qualquer pessoa que retorne desses países.

A medida afetaria cerca de 60 jogadores de 19 clubes, de 26 países classificados na lista vermelha, principalmente africanos e sul-americanos.

Infantino indicou também ter escrito ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para "pedir-lhe o apoio necessário, especialmente para que estes jogadores não sejam privados da possibilidade de representar o seu país".

Ele sugeriu "uma abordagem semelhante à aprovada pelo governo britânico durante a fase final da Euro-2020 (ou seja, uma isenção de quarentena) para os próximos jogos internacionais", especifica a Fifa.

- Serie A italiana apoia clubes -

No início de agosto, a Fifa havia estendido em dois dias a janela internacional de setembro para as eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2022, pensando em marcar uma terceira partida em vez de duas.

Esta decisão provocou críticas do Fórum Mundial das Ligas Profissionais, que lamentou que os clubes não tenham obtido derrogações à sua obrigação de liberar jogadores de seleções de países considerados de risco.

Na terça-feira, a Liga Espanhola (LaLiga) juntou-se às críticas da Premier League, afirmando que vai apoiar os clubes espanhóis que decidirem não dispensar seus jogadores.

Na quarta-feira, a Série A italiana indicou que "apoiará em todas as circunstâncias a decisão dos clubes de não liberarem os jogadores convocados por suas seleções para jogar em países cujo regresso à Itália implica uma quarentena".

"A decisão da Fifa de não estender as exceções às convocações para países em que há uma obrigação de quarentena no retorno e as várias limitações ligadas à propagação da pandemia levaria a danos competitivos para as equipes que permitem que seus jogadores viajem para esses países", destaca a liga italiana em um comunicado.

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