Incêndio no Ninho: Landim será convocado para audiência presencial de conciliação


O presidente Rodolfo Landim será convocado para uma audiência presencial de conciliação com as famílias vítimas do incêndio do Ninho do Urubu, que, em 8 de fevereiro de 2019, deixou 10 mortos e três feridos entre jogadores da base do Flamengo que estavam alojados no local. A designação da data do encontro se fará após a normalização das atividades no Rio de Janeiro, atualmente em quarentena devido à pandemia do coronavírus.

A informação foi inicialmente publicada pelo jornal "O Dia". A decisão foi da juíza Bianca Ferreira do Amaral Machado Nigri, do Tribunal de Justiça, do Fórum Regional da Barra da Tijuca, onde tramita a Ação Civil Pública. Partes interessadas na ação, o Ministério Público e a Defensoria Pública também foram notificados.

Parte da decisão foi publicada pelo "O Dia", na qual a juíza destaca a pertinência da audiência de conciliação, mas ressalta que só será possível ser realizada após o período de quarentena.

"Desde já, no entanto, entendo pertinente a realização da Audiência, sendo que a designação da data respectiva se fará, posteriormente, com a normalização e presença física dos interessados, inclusive com o comparecimento pessoal do Presidente do Flamengo - detentor do poder de decisão nos termos do estatuto.

Aguarde-se a designação da data e intimem-se.

Dê-se ciência à Defensoria Pública e ao Ministério Público com atribuição, pessoalmente."

Ainda em fevereiro de 2019, a Defensoria Pública mediou audiências de conciliação entre Flamengo e familiares das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu - as quais terminaram sem acordo. Então, a diretoria do clube passou a negociar individualmente com as famílias, chegando a acordo com três delas - as de Gedinho, Vitor Isaías e Athila Paixão - e com o pai de Rykelmo.

Em 27 de março, Rodrigo Dunshee, VP Geral e Jurídico do Flamengo, deu entrevista ao canal oficial do clube sobre o tema, afirmando que o clube deseja entrar em acordo com as famílias restantes. Contudo, ressaltou que "o valor que demos para três famílias e meia não pode ser menor que as demais."














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