Incêndio no Ninho: CPI da Alerj finaliza relatório e indicia nove pessoas por homicídio culposo

Matheus Dantas
·2 minuto de leitura
Aerial view of the Brazilian Flamengo football club training center after a building that housed players aged 14 to 17 caught fire at dawn in Vargem Grande neighborhood, west of Rio de Janeiro, Brazil, on February 8, 2019. - Brazilian football was in mourning on Friday after 10 people died when a fire ripped through a youth training facility at the country's most popular club, Flamengo, authorities said. (Photo by Marie HOSPITAL / AFP)        (Photo credit should read MARIE HOSPITAL/AFP via Getty Images)
Vista aérea da área atingida pelo incêndio no CT do Flamengo em fevereiro de 2019 (MARIE HOSPITAL/AFP via Getty Images)

Os deputados que compõem a CPI dos Incêndios finalizaram, nesta quarta-feira, a investigação sobre os incêndios de grande proporção que atingiram o Estado do Rio de Janeiro nos últimos anos. Entre os quais, o do Ninho do Urubu, que vitimou 10 atletas da base do Flamengo em 8 de fevereiro de 2019. Por homícidio culposo, nove pessoas foram indiciadas. Agora, o relatório deve ser aprovado em Plenário e encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

>> Ouça o 'Segunda Bola', o podcast do Yahoo com Alexandre Praetzel e Jorge Nicola

Os indiciados foram pela CPI dos Incêndios foram:

• Márcio Garotti (ex-diretor financeiro do Flamengo)
• Carlos Noval (ex-diretor da base do Flamengo, atual gerente de transição do clube)
• Luis Felipe Pondé (engenheiro do Flamengo)
• Marcelo Sá (engenheiro do Flamengo)
• Claudia Pereira Rodrigues (NHJ)
• Weslley Gimenes (NHJ)
• Danilo da Silva Duarte (NHJ)
• Fabio Hilário da Silva (NHJ)
• Edson Colman da Silva (técnico em refrigeração)

Leia também:

- Quem não está (em relação à denúncia oferecida pelo MPRJ) é o Eduardo Bandeira de Mello (ex-presidente do Flamengo) e o monitor Marcus Vinícius Medeiros (monitor do Flamengo - afirmou o deputado Alexandre Knoploch (PSL), presidente da CPI dos Incêndios, ao L! nesta quarta, antes de explicar:

- É por um entendimento jurídico que não tinham conhecimento das irregularidades estabelecidas no local. Existia uma dúvida se Wrobel (Alexandre, ex-VP de Patrimônio do Flamengo) também seria indicado, mas foi o mesmo caso. É importante explicar que a CPI investigava as causas do incêndio. O monitor (Marcus Vinícius Medeiros) não tem culpa disso. Tem, sim, por não estar no local e assistir aos atletas, mas não pela causa do incêndio.

Em janeiro de 2021, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, e outras dez pessoas. Todos podem responder por crime de incêndio culposo, pelas mortes dos 10 atletas das categorias de base do clube, e lesão corporal grave - pelos três que sobreviveram. Nenhum dirigente da atual gestão foi denunciado.