Imprensa alemã questiona a continuidade do trabalho de Löw

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Joachim Low, técnico da seleção da Alemanha
Joachim Low, técnico da seleção da Alemanha

"Agora, Jogi balança." Assim como o Bild, a imprensa alemã questiona a continuação do técnico Joachim Löw à frente da seleção nacional, cargo que ocupa desde 2006, após a histórica derrota de 6 a 0 para a Espanha.

"A seleção sofreu sua maior derrota desde 1931", um amistoso contra a Áustria (6-0), relembrou o site do Bild, o jornal mais lido da Alemanha.

“Sete meses antes da Eurocopa”, acrescentou, “a DFB (Federação Alemã) deve responder à pergunta: Joachim Löw é o homem certo para o torneio? Ele tem o apoio para liderar a equipe à vitória? na Euro?" .

Para o site Sport1, “raramente uma equipe alemã teve tão poucas oportunidades como nestes 90 minutos em Sevilha. E Löw apenas assistiu sua equipe ser dominada, quando se esperava uma reação”.

“O fiasco de Sevilha terá obviamente consequências”, previu o Express.de: “Joachim Löw continua a ser o treinador ideal para a seleção nacional?

Ao ser perguntado sobre isso, na coletiva de imprensa após a derrota, o treinador respondeu: "Se devo arranjar um novo emprego? Não é para mim que você deve fazer essa pergunta".

O site do Süddeutsche Zeitung, o grande diário de Munique também o questionou: “Este jogo com a Espanha chega no momento certo para alimentar o debate lançado por Oliver Bierhoff (diretor da Federação Alemã) sobre o assunto: 'Quanto tempo com Jogi Löw?'".

Ao vivo, no canal público ARD, que transmitiu o jogo, Bastian Schweinsteiger, o ex-jogador da seleção alemã, questionou seu antigo treinador, com quem mantém um relacionamento muito bom. E não temeu relançar o debate sobre o retorno do trio Thomas Müller, Jérôme Boateng, Mats Hummels, campeões mundiais de 2014, com mais de 30 anos de idade e afastados da equipe por Löw.

"É a seleção alemã e deve reunir os melhores jogadores", disse Schweinsteiger. "O treinador tem o seu ponto de vista sobre isso, e eu tenho outro. É exatamente neste tipo de jogo que vimos faltar jogadores capazes de se comunicar, de bater na mesa", acrescentou.

O jornal Tageszeitung de Munique, refletiu o que toda a imprensa alemã pensa: "a equipe comandada por Löw entregou suas armas e concedeu uma derrota histórica para os espanhóis desenfreados."

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